«Mas as crianças, Senhor, porque Lhes dais tanta dor, porque padecem assim…», ocorre-nos as estrofes do poema da autoria de um dos maiores vates líricos portugueses. Deus nos perdoe mas são elas, aquelas mesmo de quem o Teu Filho que enviaste à Terra para a Redenção dos homens as vítimas primeiras do cinismo, da avareza e do encolher de ombros, ao fim e ao cabo de todos nós. Segundo o Fórum Mundial das Crianças para a Agua, durante o IV Fórum Mundial da Água, que decorreu na Cidade do México, com a participação de governos de países dos cinco continentes, existem 400 milhões de crianças que não dispõem de água potável, arrastando com elas todo o miserável cortejo da doença e da morte. Recentemente, a quando das comemorações, mais simbólicas e sensibilizadoras do que com soluções práticas imediatas, jovens dos países mais pobres e do mundo industrializado, na plena honestidade das suas intenções e naquele crer e querer autêntico e verdadeiro de que a gente moça é capaz, exigiam «uma actuação urgente». À sua exigência juntamos a nossa… para que, em cada 15 segundos não continue morrendo neste Planeta Azul em que todos habitamos, uma criança por falta de água potável!