Cada dia que passa, perecem trinta mil crianças com menos de 5 anos, vítimas de pobreza. Por ano, são 11 milhões de crianças que tragicamente morrem tendo como causa a pobreza. Parece impossível que esta negra realidade aconteça neste século XXI em que tanto se gasta e desperdiça em luxos, em ostentações e nesse nefando negócio de armas. Não faltam convenções e tratados assinados, mas sem qualquer aplicação prática e muito longe de serem compridos. É, infelizmente, o flagelo da pobreza está de tal maneira generalizado que atinge todos os países, mesmo até os de maior progresso e desenvolvimento. Tanto nos Estados Unidos da América como nesta velha Europa, a pobreza, nos mais variados graus é uma realidade bem visível, sobretudo nas grandes cidades. Quanto ao nosso país todos sabem pelas estatísticas que cerca de 2 milhões de portugueses são pobres e 15,6 por cento das crianças vivem também abaixo do limiar da pobreza. E que dizer dos países pobres? É confrangedor o cenário que deparamos por toda a América Latina e muitos países da Ásia. Mas a grande catástrofe é a que avassala o continente negro. Em África contam-se 15 milhões de órfãos devido à sida e, o pior, completamente abandonados. Milhões de famintos nos campos de refugiados. Nesse vasto continente africano morrem 7 milhões de crianças antes do primeiro ano de vida. E, segundo alguns analistas sérios, o mundo, no seu conjunto, tem recursos mais que suficientes para resolver eficazmente todas as situações de fome, de miséria e morte. O que falta, isso sim, é a vontade dos ricos, dos grandes e dos poderosos…