Presidida pelo padre Pedro Manuel, prefeito do Seminário da Diocese do Algarve, a Vigília de Oração contou ainda com a participação do prior de Quelfes, o padre Jorge Carvalho, e do diácono António de Freitas, também prefeito do Seminário diocesano e foi preparada pelo Sector da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve. No início da celebração, o padre Pedro Manuel, salientou o significado do “grande acontecimento” que motivou aquela iniciativa. “O nascimento de um novo sacerdote é sempre um momento de festa e alegria e especial solenidade para nós que temos a graça de professar com alegria a fé que um dia foi semeada no nosso coração”, afirmou, referindo que o convite que Deus faz ao diácono Miguel é o mesmo que fez a Abraão, a Moisés e aos Apóstolos: “deixar para trás a terra, os afectos, a família e o conforto do local onde somos queridos e, deixando tudo isso para trás, olhar para o mundo com esperança e entregar a vida para ser ministro dessa esperança”. Olhando para a ainda curta vivência do seu ministério sacerdotal, o presidente da celebração dirigiu-se directamente ao ordenando. “Nos seis meses que tenho a alegria de viver como presbítero, percebo que mais do que a importância das palavras, importa a amizade com o Senhor; mais do que a exterioridade das vestes e dos ritos, importa a espiritualidade daquilo que celebramos e vivemos; mais do que tudo o que escutamos importa aquela frase que te vai ser dita após a ordenação: Configura a tua vida com o mistério da Cruz do Senhor”, disse o padre Pedro Manuel. Ao diácono Miguel Neto lembrou ainda que “ser padre não é vontade, é graça; não é destino, é caminho; não é honra, é serviço”. “É entregar a vida muitas vezes em busca de um ideal que aqueles que amamos não conseguem compreender, mas é antes, e acima de tudo, dar o salto no infinito do amor que Deus tem por cada um de nós”, complementou. Considerando que o “serviço da Igreja do Algarve ficará, a partir de domingo, mais enriquecido”, o padre Pedro Manuel lembrou a diocese algarvia da sua responsabilidade pelo “sim, consciente e livre” do diácono Miguel Neto e exortou os seus membros a que não se deixem “acomodar” nas graças que o Senhor lhes concede. O diácono Miguel Neto realizou a sua profissão de fé, renovando a fé que recebeu no dia do Baptismo e que se comprometeu no dia do Crisma, e fez o juramento de fidelidade a essa fé, ao Bispo diocesano e ao Papa não no decurso daquela vigília de oração, mas numa celebração eucarística particular em participou com o Bispo diocesano. Mais fotos na Galeria de Imagens