Quinta-feira 22 de Agosto de 2019
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EMPREGO OU TRABALHO?

Criar empregos, para atenuar, diminuir, se possível, erradicar, o desemprego, que alastra exponencialmente no nosso País, foi a preocupação comum que juntou tantas pessoas, provenientes de todas as Dioceses de Portugal, agentes da pastoral social, estudiosos, empresários, trabalhadores, sindicalistas, em qualquer caso, homens de boa vontade, preocupados com o bem comum e com a felicidade, bem estar e realização pessoal de todos e de cada um dos portugueses.Como criar empregos? Como os manter nesta sociedade competitiva? Que fazer para travar o desemprego nesta economia globalizada? Mas a interrogação surgiu no espírito de muitos dos participantes: Queremos empregos ou postos de trabalho? É verdade! Essa é uma pergunta recorrente e muito pertinente que muitos empresários ou empregadores fazem aos candidatos a um lugar: Você quer um emprego ou um trabalho? É claro que todos respondem que querem um trabalho, embora possam haver alguns que apenas procuram um emprego que lhes proporcione uma remuneração mensal, mas não lhes dê grande trabalho! Porém, mais do que criar empregos, é necessário criar postos de trabalho, que não necessáriamente postos de trabalho dependentes, pois podem muito bem ser postos de trabalho independentes, o­nde o trabalhador é o seu próprio “patrão” que cria o seu próprio negócio, a sua própria iniciativa empresarial ou empreendedora. Para tal existem apoios, até de natureza financeira, como o microcrédito. Seja como for, trabalhador dependente ou trabalhador independente, é necessário que cada um desenvolva a sua actividade profissional, menos como um emprego, como uma ocupação, e mais, muito mais como um trabalho, um trabalho que seja reprodutivo, que seja socialmente útil, que crie riqueza, que acrescente valor, possa gerar rendimento e contribua para a realização pessoal de cada homem ou mulher. Isto que parece simples, é infelizmente complicado e exige muita responsabilidade profissional e consciência social da parte de todos. Os trabalhadores têm que dar o seu melhor pela empresa ou pela organização que os emprega e por sua vez os empregadores têm que criar as melhores condições para que os trabalhadores possam desenvolver a sua actividade e acima de tudo têm de aprender a respeitar os direitos laborais e sociais dos trabalhadores, nomeadamente a pagar-lhes o justo salário, a tempo e horas e a considera-los parceiros do negócio e não adversários ou inimigos. Se, como referiu o antigo Presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, “em cada homem há um tesouro escondido”, torna-se necessário colocar esse tesouro ao serviço do bem comum.

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