Presidido pelo pároco daquela comunidade paroquial, o padre Arsénio da Silva, o cortejo litúrgico, que avançava ao ritmo do rufar de duas tarolas, não deixando indiferentes os habitantes dos bairros por onde passou, foi participado por muitas pessoas, com destaque para um numeroso grupo de crianças que transportava um terço feito de flores de grandes dimensões. Já no interior da igreja que acolheu uma das maiores enchentes de sempre, estando cerca de 1000 pessoas presentes, o pároco interpretou o significado de tão numerosa participação. “Nunca esta igreja esteve tão cheia. É um sinal evidente de que Maria continua a dizer-nos alguma coisa, Ela a mensageira de Deus que nos trouxe Jesus Cristo seu Filho”, afirmou o padre Arsénio da Silva. No entanto o sacerdote salientou que o encontro com Maria pretende levar a um outro mais significativo: o que acontece com o seu Filho Jesus Cristo. “Quando encontramos o Senhor sentimos uma alegria grande. Maria provocou-nos este encontro com o Senhor hoje. É Maria que nos diz para olhar para Jesus”, sublinhou o sacerdote. A terminar, a sua intervenção na celebração de acolhimento da imagem mariana lançou um repto, pedindo aos presentes que ao longo dos 15 dias da estadia da imagem peregrina de Nossa Senhora naquela paróquia procurem a igreja para estar diante da Mãe. Do programa previsto para estas duas semanas merece destaque a celebração para os utentes do Refeitório Social daquela paróquia, participado por desempregado, toxicodependentes e sem-abrigo, ocorrida na última quarta-feira de manhã, assim como a procissão de velas de cerca de 7 quilómetros, realizada da igreja paroquial para a Fortaleza de Santa Catarina, participada por muitas pessoas, cujo regresso pelo mesmo percurso foi feito na passada segunda-feira. Mais fotos na Galeria de Imagens