Recorde-se que Miguel Neto, admitido às ordens sacras no último domingo, em Quelfes, cumpriu já a primeira e segunda etapas, com as instituições nos ministérios de leitor e acólito. A missão do diácono consistirá, antes de mais nada, em ficar consagrado pelo primeiro grau do Sacramento da Ordem para o serviço do altar, para o serviço da caridade e para o serviço da Palavra. Nas vésperas da sua ordenação diaconal o seminarista algarvio de 29 anos, em declarações à FOLHA DO DOMINGO, testemunha o significado pessoal deste acontecimento. “Entrar na ordem do diaconado é assumir que quero entregar definitivamente a minha vida a Deus”, elucida Miguel Neto, complementando que “foi uma decisão muito ponderada”. “Sei que só poderei exercer este ministério, acreditando não somente nas minhas faculdades, mas na ajuda de Deus”, justifica o seminarista, afirmando-se “totalmente disponível para que Deus realize a sua obra” através dele. Garantindo que não está preocupado com o que irá fazer depois de ordenado, Miguel Neto lembra que dependerá do Bispo diocesano e assegura que vai entregar a sua vida à Igreja “naquilo que for preciso”. Consciente da responsabilidade que constitui a ordenação diaconal, o seminarista observa que a mesma é encarada por si como uma “motivação e estímulo”. “É também uma questão de confiança. Se confiam em nós dá vontade de continuar a trabalhar”, reconhece, confessando que vive uma “tranquilidade ansiosa”, “aguardando jubilosamente o dia da ordenação, mas não demasiado ansioso ou nervoso”. “Se não tivermos alguma ansiedade é sinal que não estamos conscientes da responsabilidade que vamos assumir e da missão que vamos ter”, justifica.