Em conjunto com mais de 600 escuteiros do continente e ilhas, 10 lobitos, 23 moços, 9 marinheiros e 7 dirigentes do Agrupamento Marítimo 413 de Ferragudo, que incluíram quatro dirigentes, um explorador e dois pioneiros dos agrupamentos 383 de Monchique, 685 de Alvor, 1107 de Alcoutim, 1009 de Paderne e 1052 de Quarteira, viveram oito dias de intensa actividade escutista. As actividades desenvolvidas decorreram sobre a temática “O mar que nos chama”. No contacto com o meio náutico, os escuteiros do Algarve puderam mostrar toda a aprendizagem que desenvolveram ao longo das etapas de progresso individual e em grupo, motivo de grande orgulho para as equipas de animação do Agrupamento 413. Em regime de acampamento, nada faltou nesta pequena “cidade de lona”: os escuteiros montaram os seus próprios sub-campos junto do rio Sado, tiveram actividades de vela, canoagem, jogos de cidade e cruzeiros pelo oceano, onde fortaleceram grandes laços de amizade, envolveram-se em jogos educativos e confeccionaram as suas próprias refeições em campo. Da base de apoio naval de Tróia (instalações da Marinha de Guerra Portuguesa), no último dia, após o levantamento do campo, foi necessário voltar a carregar o camião de doze metros, que transportou todo o equipamento náutico dos escuteiros algarvios para apoio às actividades: 5 optimist (embarcações para lobitos), 3 scouts, 1 raquero (embarcações para moços e marinheiros), 10 canoas, 3 botes de apoio com motor e outros materiais de apoio náutico. O CNE já realizou, ao longo da sua história, oito Acampamentos Nacionais de Escuteiros Marítimos, com a particularidade de um deles ter decorrido no Algarve, em Ferragudo. Os primeiros cinco denominaram-se “Encontros Nacionais de Escuteiros Marítimos” e o primeiro teve lugar no Funchal, em 1985, seguiu-se S. Jacinto, em 1986, Ferragudo, em 1988, Paço d’Arcos, em 1990, e Alfeizerão em 1994. Depois, com o nome de Oceanos, seguiram-se Montargil, em 1998, Tróia 2004 e novamente Tróia, em 2008.