A actual Junta Regional, chefiada por Miguel Boto, entendeu não se recandidatar e na corrida para a nova eleição a que corresponderá um novo mandato de mais 3 anos apenas aparece uma lista, composta pela patrulha Lince, encimada por Edgar Correia, dirigente do Agrupamento 173 de Lagos. Este responsável e formador do CNE, na última década fez parte de duas Juntas Regionais e colaborou com outra. O mandato realizado pela actual Junta Regional acabou por não ser pacífico, levantando-se várias vozes discordantes em relação ao trabalho desenvolvido. Também por isso a decisão de não recandidatura do chefe Miguel Boto e outros membros da ainda Junta Regional pode ser compreendida. No entanto, dois elementos da equipa do chefe regional Miguel Boto voltam a aparecer como candidatos à nova Junta Regional pela lista concorrente. São eles os chefes Rosalinda Lourenço, até agora chefe regional adjunta e José João Cercas, até agora secretário regional pedagógico da III secção (Pioneiros), ambos candidatos agora a secretários regionais. Outro dos nomes da solitária lista é o de João Vasco Reys, figura conhecida dentro do universo escutista e fora dele, investigador e historiador, com já duas obras publicadas sobre a história do CNE no Algarve. A fechar a lista registam-se ainda duas presenças femininas, a de Filomena Correia, e de Cristina Martins, que concorrem, respectivamente, ao cargos de chefe regional adjunta e de secretária regional. Apesar de haver uma só lista, a eleição não está garantida. É que, para a lista concorrente ser eleita, terá de haver uma maioria absoluta dos votos, ou seja, 50 por cento mais um voto dos colocados na urna. Caso isso não se venha a verificar terá de ser marcada nova eleição, a qual poderão concorrer novas listas. Entretanto seria realizado um Conselho Regional para eleger um coordenador interino.