Tendo lugar nas instalações do CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve, no Largo da Sé, em Faro, a obra, que retrata a vida de Karol Wojtyla, desde a infância até aos seus últimos dias de vida, será emitido em dois episódios. Na sequência da primeira parte, a apresentação do segundo episódio irá ter acontecer no próximo dia 10 de Janeiro. Muitos pormenores sobre a vida do Papa Wojtyla para a realização da película foram revelados com a colaboração do ex-director da sala de imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls, e do secretário pessoal de João Paulo II, Arcebispo Stanislaw Dziwisz. ‘João Paulo II’ foi filmado em 12 semanas, utilizando 4 mil fatos e gastando milhões de euros em efeitos especiais – com a reconstituição da Capela Sixtina, do apartamento do Papa e de 4 “papamóveis”. O filme, mostrado pela primeira vez em Portugal pela RTP1, é fruto de uma co-produção das italianas Lux Vide e RAI Fiction e da norte-americana CBS. No elenco, além de John Voight e Cary Elwes (que representam o papel do Papa), contam-se Ben Gazzarra, Christopher Lee, Vittoria Belvedere, Daniele Pecci, Valeria Cavalli, Gabriele Ferzetti, Flavio Bucci e Giuliano Gemma. Nascido na pequena cidade polonesa de Vadovice, Wojtyla teve uma infância marcada pela perda da mãe e na juventude o falecimento do pai. Sozinho aos 21 anos, terminou por estudar num seminário e dedicar-se à vida eclesiástica. O filme começa com o atentado sofrido pelo Papa na praça de São Pedro em 1981, pelas mãos do terrorista turco Ali Agca. Na primeira parte são ainda abordados o período de domínio Nazi na Polónia, com as consequentes atrocidades cometidas e ocupação soviética do país natal de Karol Wojtyla, igualmente marcado pela repressão ditatorial. A seguir à projecção seguiu-se um momento de análise do filme, confronto de ideias e de partilha de testemunhos entre os jovens sobre os sentimentos e vivências que o pontificado de João Paulo II suscitou em cada um dos presentes. Os participantes recordaram o particular carisma que o Papa João Paulo II tinha para com a juventude, a forma como soube ser um sinal coerente e um testemunho vivo de uma fé inabalável para muitos milhões de jovens. No final da noite houve ainda tempo para um convívio acompanhado por chá e bolos. Recorde-se que esta iniciativa do Sector Diocesano da Pastoral Juvenil pretende ser um espaço de encontro, oração, reflexão, partilha, e confronto de ideias, a acontecer quinzenalmente. Conforme explicou a equipa do SDPJ, as actividades a ser realizadas no âmbito daquele projecto “simples e sem grandes pretensões”, poderão ir desde “debates, a visionamentos de filmes, passando por conferências, concertos, debates”, entres outros.