O orador explicou que hoje a igualdade de género é tida como uma “construção social”. No entanto, Luís Perpétuo Martins justificou que homem e mulher participam “de algo superior a eles” e ajudou a perceber qual o “rosto feminino” que Deus quer mostrar d’ Ele próprio. Para o orador, a visão da igualdade de género apenas como uma “uma construção social”, “poderá enfermar de algumas situações”. “Na origem homem e mulher participam e comungam do ser e aí não há diferenças. Homem e mulher são iguais na sua dignidade e constituição, mas depois aparecem as diferenças psicológicas e físicas. O homem e a mulher realizam-se como cada qual, mas existem características no homem que são da mulher e vice-versa, podendo ser homem e mulher simultaneamente”, complementou. Fazendo uma leitura de fé destas realidades, Luís Perpétuo Martins lançou a interrogação: “o que é que Deus nos quer dizer com estas manifestações do feminino?”. Considerando que “hoje, quando se fala de homem e mulher, tende a resumir-se a questão a relações de poder” e que se extremam as posições, o orador lembrou o discurso comum de “que a mulher foi descriminada ao longo dos séculos e que agora começa a querer ter o mesmo protagonismo do que homem na sociedade”. “Procura-se esbater os papéis sociais, realçando que ambos são iguais e que podem desenvolver os mesmos papeis sociais”, constata, assegurando de que “isto não uma igualdade, mas um nivelamento e uma luta pelo poder”. “A questão da igualdade joga-se no campo da complementaridade, da reciprocidade e num viver em comum ou seja no espaço de comunhão dos dois, homem e mulher. Aí já não se trata de uma relação de poder, mas de uma questão de realização com homem e mulher a realizarem-se mutuamente”, complementou. Na próxima quinta-feira, dia 24, pelas 21 horas, o Espaço João Paulo II proporcionará uma reflexão sobre “A Morte”, tendo como orientador o padre Carlos de Aquino.