Quinta-feira 22 de Agosto de 2019
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“Espero que toda a diocese acolha o novo Programa Pastoral”, deseja o Bispo do Algarve

A propósito desta realidade, FOLHA DO DOMINGO pensou referir-se, nas suas próximas edições, ao futuro projecto diocesano. O primeiro passo foi procurar saber, junto do Bispo do Algarve, como é que D. Manuel Neto Quintas está a encarar a implementação deste novo Programa Pastoral, o primeiro que nasce no âmbito do seu governo pastoral da diocese. O Pastor diocesano acrescentou ainda quais os seus elementos inspiradores e as principais expectativas para a Igreja algarvia deste caminho que se pretende trilhar. “Um Programa Pastoral é sempre um meio, um instrumento, ao serviço de um fim, neste caso, a realização da missão fundamental da Igreja: o cumprimento do mandato de Cristo ide pelo mundo e anunciai o Evangelho”, começa por esclarecer o Prelado. “Portanto, o anúncio de Cristo e do Evangelho constitui o fundamento e o conteúdo essencial de toda a acção pastoral”, complementa, justificando que “a Igreja exprime e vive aquilo que ela é de três modos indissociáveis – o anúncio da Palavra, a celebração dos Sacramentos, o serviço da Caridade”. “O modo como realiza a sua missão, varia de acordo com o tempo, o lugar, os membros que a constituem e os destinatários aos quais se dirige. Por isso, toda a programação – objectivos e métodos de trabalho, formação e valorização dos agentes, procura dos meios necessários – visa levar o anúncio de Cristo às pessoas concretas, moldar as comunidades cristãs, de modo que sejam uma referência significativa e interpelativa, na sociedade e na cultura, através do testemunho dos valores evangélicos”, refere. Garantindo que o Programa Pastoral algarvio se insere, naturalmente, neste contexto, D. Manuel Quintas salientou, sem pretender abordar todos os aspectos, apenas três dos seus elementos, bem como algumas das expectativas para a diocese. “Saliento, em primeiro lugar, o facto dele resultar duma reflexão alargada, promovida ao longo do último ano pastoral. É fruto de uma partilha ampla, efectuada nos órgãos colegiais mais significativos da diocese. Espero e desejo que isso seja motivador para levar toda a diocese (departamentos, secretariados, sectores de pastoral, vigariaras e as paróquias) a acolhê-lo e a inspirar a sua acção pastoral nas suas propostas”, concretizou. “Em segundo lugar saliento a frase do evangelho escolhida como referência (lema) de toda a programação pastoral: fazei o que Ele vos disser (Jo 25). Pelo seu conteúdo apelativo e pela sua expressividade, pelo contexto em que foi proferida e por quem a proferiu, é proposta a todos os diocesanos como emblemática, inspiradora e dinamizadora, quer de um percurso pessoal e quotidiano de fé, quer da realização da missão da Igreja. Em toda a acção pastoral e em todos os servidores do Evangelho o escutar deve preceder o fazer. Como referiu o Papa João Paulo II, na Exortação ‘No início do novo milénio’, a oração pessoal e comunitária, a reciprocidade presente no diálogo pessoal com Cristo, substância e alma da vida cristã, constituem um elemento qualificativo de toda a programação pastoral, revelador da sua autenticidade”, afirmou, desejando “que a proposta de uma renovada escuta da Palavra (Lectio divina), contribua de modo decisivo, para fazer uma experiência de Deus em Cristo e para crescer sempre mais como comunidades evangelizadas e evangelizadoras, apoiados na presença, no testemunho e na protecção de Maria (objectivo geral)”. Em terceiro lugar destacou, precisamente, a presença de Maria. “Este programa, ao salientar, como seu elemento essencial, o anúncio e a identificação com Cristo, dá grande relevo a Maria, como primeira discípula, como testemunha e missionária do seu Filho. O programa prevê a passagem da imagem peregrina por todas as paróquias da diocese e cada uma das suas comunidades. Esta iniciativa vai ocupar um largo espaço do tempo deste programa. Todos os que sugeriram esta iniciativa e, naturalmente, os que a vamos promover, esperamos que ela constitua um tempo privilegiado de levar Cristo, por Maria, aos mais afastados, de ‘educar/purificar e fortalecer’ a fé em Cristo – presente na Palavra, nos Sacramentos, nos irmãos – de edificar comunidades vivas, fraternas e ministeriais, geradoras de ‘servidores’ para si mesmas e para toda a Igreja, e imbuídas de um renovado dinamismo missionário”, concluiu o Bispo do Algarve.

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