Na parte da manhã, aos participantes foi apresentada a biografia daquele santo carmelita e à tarde procurou-se fazer um reconhecimento do Cântico Espiritual, uma das maiores obras de São João da Cruz. O padre Agostinho Leal explicou à FOLHA DO DOMINGO que o objectivo desta iniciativa foi "dar a conhecer São João da Cruz que em Portugal é um ilustre desconhecido". "Conhecer não no sentido publicitário, porque a doutrina que São João da Cruz apresenta é útil para uma experiência de Deus e para uma vivência séria, no sentido essencial e fundamental", complementou o sacerdote, advertindo que "hoje também há muitas propostas que se fazem de ordem espiritual às quais falta seriedade". Salientando que o estudo de São João da Cruz "requer informação e alguns conhecimentos de teologia", o padre Agostinho Leal considerou que aquele mestre da espiritualidade carmelita "tem uma graça de Deus muito grande e procurou desenvolver as suas capacidades humanas e espirituais numa vivência real e concreta da sua vida". "São João da Cruz era um enamorado de Cristo e o enamoramento muitas vezes cega, mas também é condição para se avançar e como ele era uma alma de Deus avançou nesses mistérios e conseguiu penetrar neles de uma forma íntima e profunda como nós podemos meditar observar, ler e meditar no Cântico Espiritual", esclareceu.