Os contratos foram assinados no Governo Civil de Faro, também na presença do governador António Pina, tendo o secretário de Estado aproveitado para destacar que com a nova reforma da administração, as autarquias deverão passar “a funcionar como uma espécie de ‘mini-lojas’ do cidadão junto dos seus residentes”. Eduardo Cabrita realçou que o caminho traçado pelo Governo “reforça o processo de descentralização de competências para as autarquias locais”, que têm capacidade de “chegar junto dos que sentem mais dificuldade na relação com a Administração e as novas tecnologias”. Aquele membro do Governo apontou como exemplo o papel das Juntas no “incremento da entrega das declarações electrónicas do IRS”. Eduardo Cabrita fez questão de realçar “as diferenças” em relação ao anterior processo de selecção de projectos, deixando claro que acabou a “lógica casuística de repartição de subsídios sem critério”. Agora, a “selecção passou a ser concentrada num só momento de acordo com critérios claros e objectivos”, tendo sido privilegiado “a introdução das novas tecnologias e aqueles que nunca tinham tido qualquer apoio”. Sobre os projectos das entidades desportivas e religiosas, financiados no âmbito do programa de apoio a equipamentos colectivos, referiu que se trata de “instituições muito diversas, mas que têm em comum o enraizamento na vida local”, pelo que o apoio visa “o reforço da identidade das respectivas comunidades”. Entre estas instituições financiadas estão as Fábricas das Igrejas Paroquiais de São Bartolomeu de Messines, do Barão de São Miguel e Sagres, esta última referente à intervenção no telhado, paredes interiores e exteriores, recuperação da imaginária e do retábulo, bem como a conservação de vitrais e metais da igreja de Nossa Senhora da Graça, na Fortaleza, representando um investimento global de 99 mil 957 euros, comparticipado pelo Estado em 69 mil euros e o restante pelo IPPAR – Instituto Português do Património Arquitectónico. No caso obra da paróquia de São Bartolomeu de Messines, o financiamento refere-se à intervenção no telhado do coro da igreja e à colocação de novas portas e janelas, representando um apoio global de 41 mil 960 euros, dos quais 25 mil 176 são comparticipados pelo Estado e o restante, espera o pároco pela Câmara de Silves e pelos paroquianos. A situação da paróquia do Barão São Miguel respeita à intervenção nos telhados da principal e da sacristia, paredes interiores e exteriores, bem como à reparação da calçada e pintura do edifício da igreja, num total de 16 mil e 500 euros, dos quais 11 mil 550 euros serão comparticipados pelo Estado e o restante pela Câmara de Vila do Bispo. Para além destas paróquias foram ainda contempladas a Câmara de Lagoa, as Juntas de Olhos d’Água (Albufeira), Sé (Faro), Santa Maria e São Sebastião (Lagos), Querença (Loulé), Armação de Pêra e Alcantarilha (Silves), Santa Catarina da Fonte do Bispo (Tavira) e a Fundação Manuel Viegas Guerreiro (Loulé).