No documento, emitido ainda no final da iniciativa que mobilizou a diocese algarvia no passado fim-de-semana, pode ainda ler-se a necessidade de “fundamentar, cada vez mais, a visão da Igreja a partir da comunhão e não do governo e estruturas de poder”. As conclusões das Jornadas Paulinas sublinham ainda a urgência de “adequar a linguagem e a acção evangelizadora aos ouvintes do testemunho”. O aspecto mais reforçando é o de “dar prioridade ao anúncio do Evangelho de Cristo, do testemunho da vida em Cristo, que é a vocação e missão de todo o baptizado, dando particular atenção aos apelos do mundo e da cidade dos homens”. “Anunciar o Evangelho, oportuna e inoportunamente, sem medos nem vergonha nesta terra de missão onde somos chamados a testemunhar a fé em Cristo Crucificado e Ressuscitado”, acrescenta-se mais à frente, salientando-se indispensável “considerar todos os homens como destinatários do Evangelho, porque escolhidos e amados por Deus, capazes de acolher o dom da fé transmitida”. Neste contexto, começam logo por advertir as conclusões, no primeiro ponto, é preciso “conhecer a experiência de São Paulo no seu amor à Escritura, testemunhada pelos seus escritos, apreciando cada vez mais, o estudo e a meditação de toda a Palavra de Deus em ordem à identificação pessoal com Cristo”. Conhecimento sobretudo da experiência de conversão de São Paulo que, se pede, seja valorizada “para a partir dela orientar a vida pessoal e comunitária segundo a vida em Cristo”. E “deixar-se encontrar por Cristo”, significa reconhecer “o poder da graça e dos valores do Evangelho na vivência e agir de cada dia”, recorda o documento.