Embora os objectivos da iniciativa tenham sido alcançados, Carlos Oliveira, um dos membros da comissão organizadora, reconhece que a sua realização ficou aquém das expectativas, sobretudo em termos de participação. “A avaliação é positiva, embora não tanto como desejávamos”, afirma, considerando que é de continuar a organizar eventos do género. Aprofundar o “conhecimento” da comissão organizadora e criar “melhores dinâmicas de mobilização das comunidades e da sociedade civil” são os principais aspectos a aperfeiçoar na óptica daquele responsável. Carlos Oliveira refere ainda que, numa próxima iniciativa, é também necessária uma maior divulgação através de outdoors e da Associação das Guias de Portugal junto dos seus associados. Por outro lado, reclama ainda “apoios não obtidos” por parte da autarquia, Governo Civil e Entidade Regional do Turismo do Algarve. “Estamos a fazer uma oferta cultural para a cidade e para a região e não se vê correspondência por parte das entidades”, critica. A fraca adesão das comunidades paroquiais algarvias também merece o lamento daquele responsável, que assegura terem passado pela exposição “muito poucos” paroquianos para além dos que vieram integrados nas três paróquias visitantes. “O que conseguimos reunir foi uma recolha de todo o Algarve. Isso só por si requeria que as próprias comunidades paroquiais, que cederam as peças, organizassem um autocarro, solicitando o apoio da autarquia ou de outras entidades. Por outro lado, o valor patrimonial reunido – que dificilmente voltará a ser congregado – justificava mais do que qualquer outra coisa, a vinda das pessoas e isso não aconteceu”, lamenta. Carlos Oliveira, que aponta o “calor do Verão” e o “cansaço” como os principais factores que terão desmotivado a uma maior participação de visitantes, reconhece que “houve uma entrega e uma generosidade por parte dos párocos que cederam as peças, muito valiosas” e assegura que as paróquias algarvias certamente continuarão a manter a atitude colaborante. “Estou convencido de que os párocos colaborarão”, afirmou. Perspectivando uma nova iniciativa do género, prevê que em termos de estatuária não se realize brevemente uma nova mostra, “porque isso implica um esforço muito grande em termos de recolha”. No entanto, aponta como possível a realização de uma nova exposição para o encerramento do Ano Sacerdotal em curso, lembrando que a futura iniciativa terá de ter em conta um “esforço redobrado” em termos de segurança, concretamente com “permanência de vigilantes”. O dia com maior número de visitantes foi o da visita da paróquia de Monchique com 50 pessoas e os piores dias foram aqueles em que a exposição não teve qualquer visitante.