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Famílias algarvias participaram nas XVI Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar em Fátima

Estiveram presentes mais de uma centena de pessoas de todo o país, incluíndo os nove casais do Algarve, acompanhados pelo assistente do Sector Diocesano da Pastoral Familiar, o padre Henrique Varela.Estas Jornadas, realizadas no 10º. Aniversário do Ano Internacional da Família, tiveram como tema “Os Meios de Comunicação Social e a nova Cultura. E a Família?”.Segundo os participantes, constatou-se em Fátima que «as famílias, face à expansão dos meios de comunicação social, têm, agora, oportunidades ilimitadas de acesso à hiper informação, à educação e à cultura».«A televisão e a Internet abrem uma grande janela sobre o mundo – aldeia global –, e são fontes de informação poderosa, vasta e valiosa» – consideram. Foram igualmente realçados em Fátima, os «aspectos positivos dos media junto das famílias» como a «sensibilização rápida para as grandes causas (Timor, incêndios, problemas ecológicos, etc.), a denúncia de situações de injustiça e de casos sociais problemáticos (violência doméstica, situações de extrema pobreza, etc.), a sensibilidade para os direitos humanos versus generalização da contracepção, do aborto, a ameaça da eutanásia, a manipulação genética, o terrorismo», entre outros. Porém, concluiram, como dizia João Paulo II na Mensagem para o 38º. Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado a 23 de Maio de 2004, que «os meios de comunicação social constituem “um risco e uma riqueza”». Uma riqueza, pelos aspectos positivos atrás mencionados, «porque podem ser protagonistas de valores de índole humana e social (a amizade, a solidariedade, o respeito pelo próximo, o respeito à vida, etc.)». Mas, por outro lado, podem ser também «um risco, porque podem contribuir para criar uma visão deformada e negativa dos valores, atentando contra a estabilidade da família e prejudicando o desenvolvimento harmonioso dos indivíduos que compõem a comunidade familiar».Assim, concluiu-se que «os pais, como primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos, devem, por isso, estar atentos às propostas apresentadas pelos meios de comunicação social; devem regular o uso da televisão em casa; devem acompanhar os conteúdos de forma atenta e rigorosa numa atitude avaliativa e de aprendizagem na família; devem saber desligar o botão, havendo, entretanto, diálogo entre pais e filhos».Foi ainda referido um estudo, efectuado nos Estados Unidos da América (EUA), que «comprovou que o uso excessivo e imoderado da televisão não só elimina o tempo para o convívio, para o encontro, para a comunhão e para o diálogo familiar, como também leva a criança ao desenvolvimento da desordem – défice de atenção».Em Portugal, – segundo uma outra análise apresentada – «as crianças despendem, a ver televisão, quase três horas diárias», começando nos infantários e prosseguindo em casa. Nos EUA este valor «aumenta para quatro horas diárias» e, segundo foi constatado, «os conteúdos não têm em conta esta realidade».Ora, «o uso excessivo dos média electrónicos na mente das crianças, leva a que, um pouco por todo o lado, as queixas sejam as mesmas: os pequenos estudantes têm hoje períodos de atenção mais curtos, são menos capazes de raciocínio analítico, de exprimirem verbalmente as suas ideias e de resolverem problemas complexos» – disse-se.Face a estes aspectos, concluíu-se que «são precisos novos itinerários pedagógicos no relacionamento dos meios de comunicação social com a família», tendo sido alguns enumerados por Carlos Aguiar Gomes, presidente da Associação das Famílias. Aquele responsável aconselhou as famílias presentes a «manterem firme a esperança», «olhando de frente o Mundo e lendo-o através do Evangelho», não se deixando «soçobrar pelo ambiente que as rodeia». Carlos Gomes interpelou ainda as famílias a «agir e reagir», «assumindo com Humildade os seus fracassos».

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