Em Monchique, os pais do diácono Pedro Manuel, que tem mais um irmão e uma irmã, lembram que desde criança sempre foi alegre e meigo, para além de organizado, recordando uma afirmação sua de que “um dia ainda havia de ser Pedro com ‘P’ grande”, curiosamente a mesma letra que se escreve padre. A mãe ainda hoje lhe reconhece as mesmas qualidades, garantindo que “não perdeu nada com a entrada no Seminário”. “Antes pelo contrário”, complementa Maria Madalena Duarte, considerando que a família acolheu bem a entrada do seu filho no Seminário. A mãe lembra ainda que Pedro Manuel “nunca faltava à catequese e à missa” e que quis mesmo fazer a experiência vocacional, ficando “muito feliz por poder entrar no Seminário”. Sobre o dia da ordenação sacerdotal do filho mais novo admite que para a família “há poucas palavras” para o definir. “Vai ser um dia muito importante na nossa vida. Acho que não merecemos tanta alegria e o dia vai ser muito pequeno para darmos graças ao Senhor por termos um filho com esta vocação”, testemunha. Acompanhada pelo marido Arlindo Manuel e pelo neto, Maria Madalena Duarte deseja que o filho seja “um bom e santo sacerdote”. “Desejo que o Senhor lhe dê sempre a alegria com que ele contagia quem está perto dele”, acrescenta. Em Monte Gordo, Maria José Martins, a mãe do diácono Flávio Martins, lembra que “era um miúdo traquina como outras crianças”. “Brincava muito sozinho e saía pouco”, relembra, recordando o momento em que o filho anunciou a decisão de entrada no Seminário. “Na altura fiquei muito triste e não aceitei muito bem, pois nunca pensámos que ele tomasse aquela decisão”, reconhece, garantindo que “foi uma surpresa”. “O pai aceitou melhor do que eu, mas depois aprendi a aceitar”, observa Maria José Martins, testemunhando agora sentir “muita alegria por ter um filho que vai ser padre”. “Temos muito orgulho nele e estamos prontos para o ajudar no que for preciso”, acrescenta ainda. A família deseja que ainda que Flávio Martins “seja fiel à sua missão e que seja feliz”. “Se ele estiver bem nós também estaremos bem”, concluem. Tal como o seu colega, o diácono Flávio Martins tem um irmão e uma irmã, embora seja o mais velho dos três.