Segunda-feira 16 de Setembro de 2019
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Festa da juventude da Diocese do Algarve inundou as ruas de Lagos

Após o acolhimento e o jantar que ocorreu na escola EB 2.3 das Naus onde ficaram alojados os jovens durante a noite, teve início, na igreja de Santa Maria, a vigília de oração “De Damasco à Esperança”, presidida pelo padre Carlos de Aquino, assistente do Sector da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve, responsável pela organização da actividade em conjunto com os jovens das paróquias da cidade. Iniciada ao som do hino composto para este ano, com letra do padre Carlos de Aquino e música do grupo Laudate a quem coube também a interpretação, a vigília teve continuidade com o diácono António de Freitas que proferiu a homilia, membro do mesmo serviço diocesano responsável pela organização. Apesar de reconhecer as motivações diversas de cada um dos presentes para a participação na Jornada da Juventude, aludiu à causa comum que a todos convergia para aquela iniciativa: “estamos aqui porque Deus nos ama, porque Cristo e Deus põem em nós muita esperança”. “E nós pomos a nossa esperança em Deus vivo?”, interrogou, garantindo que “Cristo espera muito de cada um porque sabe que somos capazes e porque colocou no coração de cada um uma vontade e uma energia capaz de fazer muito”. Aos participantes, que se dividiram em três grupos para uma caminhada de regresso à escola de acolhimento, sugeriu que reflectissem em quem colocam a sua esperança e se a sua vida se orienta para Cristo. Ao longo dos distintos percursos pelo centro de Lagos, os grupos foram convidados a expressar a sua fé das mais diversas maneiras, sob a forma de gestos simbólicos ou de reflexões pessoais, de cânticos ou de momentos de silêncio, interpelando muitos daqueles que com eles se cruzavam. Regressados à escola EB 2.3 das Naus, os jovens ocuparam uma das anexas ao pavilhão desportivo, preparada para o encerramento da Vigília de Oração, onde estava exposta a Eucaristia com Jesus sacramentado. Os jovens mantiveram-se porém, por grupos, em oração na presença do Santíssimo Sacramento até às 04.30 horas da madrugada, tendo sido administrado o sacramento da Reconciliação na primeira hora aos que o desejaram. Após algumas horas de repouso em sacos-cama em cima de colchões de campismo no pavilhão desportivo, seguiram para o ponto alto da JDJ: a celebração da Eucaristia na igreja de São Sebastião, presidida pelo Bispo do Algarve. D. Manuel Quintas, num tom bem disposto, focalizou a sua intervenção na Eucaristia exortando os jovens a que colocassem a razão da sua esperança em Jesus Cristo. Procurando avivar a mensagem do Papa para a ocasião, o Bispo diocesano lembrou que “a esperança está intimamente associada à idade jovem”, “apesar de a vida não ser fácil para os jovens”. “Se há alguém que tem de ser sinal de esperança no mundo de hoje, na nossa Igreja diocesana, sois vós”, frisou o Prelado. D. Manuel Quintas centrou-se então nas imagens transmitidas pelas leituras sagradas escolhidas para aquela celebração para ajudar a compreender o que significa confiar em Deus. “Deixar de confiar em Deus é ser parecido com um cacto no deserto: agressivo, solitário, alguém que não quer ninguém à volta, indisponível para o convívio, partilha, amizade e inter-ajuda. Confiar em Deus é ser como uma árvore plantada à beira da água corrente: frondosa, com folhas verdejantes, que dá fruto abundante”, comparou, pedindo aos jovens guardassem as metáforas no coração. Por outro lado, o Bispo do Algarve, comparou ainda a vida sem confiança em Deus a uma “cana rachada que não serve para nada” ou a uma “torcida que fumega e torna-se incómoda para aqueles que estão à volta”. “A acção de Cristo na nossa vida pode comparar-se a alguém que faz uma cana rachada transformar-se numa flauta que produz música harmoniosa ao ouvido. Vem mostrar-nos que Deus, quando vê uma torcida a fumegar, não a apaga mas sopra-a com jeitinho a ver ser ela se reacende”, ilustrou. Citando Bento XVI, o Bispo diocesano lembrou ainda que “«o cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz»”. O padre Armando Filhó Amâncio, pároco de São Sebastião de Lagos, considerou no final da Eucaristia a presença dos jovens naquela cidade “um sinal contagiante de esperança e de alegria”. Os jovens desceram então até ao centro da cidade, em pleno largo da Câmara Municipal, para visitarem alguns stands e participarem em alguns jogos tradicionais. Os 12 stands e 4 jogos abriram a JDJ à comunidade local e motivaram a participação e a interacção com os transeuntes. Movimentos, espiritualidades e serviços diocesanos puderam testemunhar um pouco do seu carisma e trabalho, assim como a música, o teatro, a pintura, a oração foram algumas das áreas em destaque em cada uma das bancas. A visita a algumas instituições da cidade (como lares de terceira idade) ou a participação no Espaço João Paulo II para reflexão do tema “Edificados em Cristo”, baseado na mensagem do Papa para aquele dia, foram ainda propostas alternativas apresentadas na mesma manhã de sábado. Após o almoço, o encerramento da JDJ fez todos regressarem à igreja de São Sebastião para uma oração cantada pelo grupo Laudate a que se seguiu a oração final com a entrega da cruz das JDJ à paróquia de Silves que irá acolher a iniciativa no próximo ano. D. Manuel Quintas, que presidiu ao encerramento, destacou a cruz como “sinal do amor com que Deus nos amou e continua a amar” e exortou os jovens a acolher Jesus nas suas vidas. Garantiu-lhes ainda que fazem muita falta nas suas comunidades cristãs e deixo-lhes o apelo a não terem medo da vida consagrada se Deus os chamar a essa vocação. “A alguns Deus pede que consagrem totalmente a sua vida à Igreja e aos outros. Se Ele exige muito, também dá muito para puder exigir”, assegurou. Mais fotos brevemente na Galeria de Imagens

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