Presidiu o padre Júlio Tropa Mendes (responsável por aquele Secretariado diocesano e pároco de Estoi e de Santa Bárbara de Nexe), que estava acompanhado pelo padre Oleg (capelão no Algarve da comunidade ucraniana – Igreja Católica de rito grego). Presentes, entre as entidades convidadas, o presidente da Junta de Freguesia de Estoi, Paula Brito e o representante da governadora civil de Faro, João Leal. Após o acolhimento decorreu o desfile com as bandeiras do Vaticano, da União Europeia e de Portugal, bem como dos países com imigrantes radicados entre nós. A Eucaristia, foi plena de significado e solenidade, sendo os acompanhamentos corais de elevada expressão artística, expressos em português e em crioulo. À homília o padre Júlio Tropa Mendes, após saudar todos os presentes, referiu que: «A Igreja é serviço permanente para ajuda a quem necessita. Não há para nós, cristãos, estrangeiros, pois todos somos filhos do mesmo Pai que está nos Céus. A Pátria deve acolher o cristão que chega, sem abdicar da sua identidade, na plena vivência dos seus direitos e dos seus deveres. Nós que acreditamos no Cristo do Amor e da Paz, temos que o mostrar aos que vêm até a esta Região que eles podem contar com a Igreja do Algarve». Depois o presidente da celebração recordou o pensamento do Papa Bento XVI sobre a mobilidade humana na Europa, afirmando: «Não mais tem sentido cada um fechar-se. É a altura de os povos se encontrarem e se realizarem em paz, amor e solidariedade. Temos que construir pontes e restaurar estradas para o encontro dos Povos, sobretudo entre os que deixaram a sua Terra Natal e os que têm o dever cristão de os acolher. Saudou, de um modo afectivo especial os algarvios que viveram a saga da emigração, recordando as palavras de um ex-Arcebispo de Paris: «A emigração portuguesa é o futuro espiritual da minha diocese». Terminou dizendo; «A nossa alegria só poderá ser verdadeira quando formos capazes de dizer ao nosso companheiro imigrante: – Conta comigo! Não tenhas medo, como Cristo não teve medo de apoiar quem era alvo da injustiça». No pátio da Escola Básica de Estoi decorreu, mais tarde, um convívio cultural de sabores e costumes dos vários países representados, que se prolongou durante horas, num verdadeiro encontro de Povos e Culturas.