O despacho de Pires Nunes, datado de dia 13 do mês passado, publicado na ordem de serviço de 21 do mesmo mês a que a FOLHA DO DOMINGO teve acesso, justifica a distinção “pela forma altamente competente” como, ao longo dos mais de 4 anos, o major capelão Carlos César Chantre “vem desempenhando as missões que lhe têm sido cometidas nas suas funções de capelão, fruto de um elevado sentido do dever, excepcionais qualidades e virtudes militares, abnegação e espírito de sacrifício e de obediência, a par de provado esforço, de energia e grande dedicação, a que dispensa grande parte do seu tempo e saber, sendo a sua presença desejada e acarinhada, compreendida como necessária e complementar da acção de Comando”. O documento destaca ainda a “especial sensibilidade para lidar com as diferentes situações problemáticas do ser humano” do militar e sacerdote da diocese algarvia, assegurando que “tem desempenhado um trabalho digno de realce no apoio e aconselhamento àqueles que procuram a sua ajuda, sendo exigente e rigoroso na qualidade do seu trabalho, onde sobressai uma enorme preocupação com os problemas pessoais dos militares e seus familiares”. O louvor atribuído assegura ainda o serviço desempenhado pelo sacerdote como “impulsionador fundamental na promoção da manutenção e reforço do moral dos militares e civis da GNR que no Algarve prestam o seu serviço”. A distinção enaltece ainda a sua “acção na pastoral das forças de segurança, onde se eleva o seu espírito de iniciativa, a sua exemplar competência profissional e onde sempre a excelência do carácter humano, a excepcionalidade inequívoca do religioso e do militar, o creditam na enorme consideração com que é, por todos sem excepção, prontamente distinguido”. Para que os seus serviços sejam considerados “relevantes e de elevado mérito”, é justificado o louvor “pela afirmação constante de elevados dotes de carácter e lealdade que tem vindo a demonstrar, bem como pelos serviços prestados à Guarda que tão prestigiadamente serve”, o padre Carlos César Chantre.