As obras de conservação do Seminário diocesano contemplam a recuperação das fachadas e das cornijas voltadas para a muralha da cidade, para além do arranjo do telhado e dos tectos na zona oeste centro do edifício. Os primeiros trabalhos têm um orçamento previsto de 99.840 euros e serão comparticipados pelo Estado em 69.885 euros, enquanto os segundos estão orçamentados em 99.950 euros e receberão uma comparticipação de 69.965 euros. O padre Mário de Sousa, reitor do Seminário de São José da Diocese do Algarve, explicou à FOLHA DO DOMINGO que o projecto, agora protocolado com o Governo, já tem 3 anos e diz respeito à recuperação das paredes danificadas pela infiltração de águas em consequência do avançado estado de degradação da canalização dos quartos e casas de banho. O segundo projecto prevê o restauro e a reparação do telhado e que deverá começar no próximo Verão. Recorde-se que a primeira fase das obras efectuadas nos últimos tempos iniciou-se em Janeiro de 2005 e foi já recuperada o tecto da escadaria principal, os corredores e as salas do rés-do-chão agora destinadas aos Serviços Diocesanos de Pastoral. Foi ainda criada uma biblioteca no rés-do-chão e uma sala de reuniões. Segundo o reitor, esta primeira fase foi realizada por administração directa e “por isso levou mais tempo”. O sacerdote adianta que até agora as obras, na sua totalidade, não chegaram aos 150 mil euros. No caso da paróquia de Estoi, os fundos, no valor de 60.190 euros, irão servir para as obras de conservação e recuperação da cobertura e tecto da abóbada da igreja paroquial. A orçamentação dos trabalhos é de 85.980 euros. Já a Ordem Terceira de São Francisco de Tavira irá proceder a obras de conservação e consolidação estrutural da abóbada, bem como à reparação e consolidação de estuques. O valor da intervenção é de 80.165 euros e a comparticipação é de 56.115 euros. Foram ainda contemplados a Casa do Povo do concelho de Olhão e o Clube de Karate de Tavira. Eduardo Cabrita, na cerimónia protocolar, referiu-se à importância do “reconhecimento de um espaço próprio e de um dever de apoio a instituições que contribuem significativamente para a identidade local”. O secretário de Estado considerou que “estes projectos, quer na sua vertente associativa, quer na sua vertente de apoio a instituições de natureza religiosa, preenchem totalmente esta finalidade”. “No campo cultural/desportivo são por vezes instituições que têm a função de dinamização significativa e verdadeiros motores da vivência colectiva nas comunidades em que se integram, mas também no plano religioso valorizo estes projectos porque eles têm uma finalidade dupla. Por um lado, correspondem à recuperação e manutenção de elementos patrimoniais significativos, que sendo associados aqui ao património das dioceses ou das paróquias têm um valor patrimonial que a todos pertence e por isso é dever do Estado também contribuir para a sua salvaguarda. Em segundo lugar é uma função social que é desenvolvida das comissões fabriqueiras, das associações ligadas às paróquias que desempenham uma função social relevante que o Estado não pode deixar de reconhecer”, afirmou. O governante considerou ainda que estes projectos, “aparentemente singelos” porque atingem um valor máximo de 100 mil euros, “têm um efeito multiplicador que vai muito para além desse montante aparentemente limitado”. Também a governadora civil de Faro, Isilda Gomes, sublinhou a importância do apoio às instituições. “Tudo o que damos às instituições e associações é extremamente rentabilizado”, considerou.