O Bispo diocesano considerou mesmo aquela celebração de Bodas de Prata como uma ocasião de agradecimento pelo dom da vocação. “Celebrar 25 anos de ordenação sacerdotal é certamente uma oportunidade que o Senhor nos dá de nos congregarmos em Eucaristia no louvor pelo dom da vocação que concedeu ao padre Luís, pelo facto de o ter chamado a servir a Igreja nesta nossa diocese do Algarve”, observou. Mas o sentimento de gratidão deve ser igualmente, segundo D. Manuel Quintas, pelo acolhimento dado pelo sacerdote ao dom de Deus. “Gostava que o padre Luís visse a nossa presença aqui como sinal de proximidade humana e de amizade e como comunhão na sua acção de graças ao Senhor. Gostava de lhe exprimir o apreço que tenho pelo modo como vive e exerce o seu sacerdócio, pelo modo como se dá de maneira generosa e voluntariosa, e na radicalidade como o vive e como apela a todos que o vivamos de igual modo”, frisou o Prelado. O presidente da celebração considerou ainda que “a fidelidade a esta vocação, como a todas as vocações, tem de passar sempre pela fidelidade no amor”. “É o amor que nos ajuda a rejuvenescer o dom que Deus nos deu”, justificou. O Bispo do Algarve convidou ainda os numerosos membros da assembleia que encheu por completo a igreja crescerem no apreço pelos sacerdotes e seminaristas e a não esmorecerem na oração pelas vocações, “pedindo ao Senhor da messe que mande trabalhadores para a sua messe”. “Temos já provas de que o Senhor não deixa de atender a nossa oração quando a fazemos com fé e em comunidade. Sempre que celebramos um aniversário dos nossos sacerdotes devíamos crescer neste apreço pelo dom desta vocação”, constatou. No final da celebração a comunidade referiu-se a uma bênção apostólica conferida pelo Papa Bento XVI ao seu pároco, cujo conteúdo foi lido e à oferta do paramento que o sacerdote envergava. O padre Luís Gonzaga, pároco de Olhão desde Setembro de 1997, também dirigiu algumas palavras no final da celebração, participada igualmente por um significativo grupo de sacerdotes algarvios vindos de várias partes do Algarve e não só. O sacerdote, ordenado no dia 25 de Junho de 1983 na igreja de São Clemente em Loulé por D. Ernesto Costa, explicou que, chegado a Olhão, sentiu a necessidade de encontros de catequese de adultos para aprofundamento da fé. “Parecia-me urgente que numa paróquia de cidade houvesse a possibilidade de quem se interroga pela fé tivesse ocasião para pôr questões, buscar respostas, reflectir sobre a Bíblia, a doutrina social da Igreja, a liturgia, o apostolado cristão, e acima de tudo pudesse viver em união, partilhando a fé e a vida”, explicou. A este nível o prior confessou considerar a catequese, para todas as forças vidas da paróquia, um “elemento renovador de base para a dinamização da vida paroquial”. “Estou convicto que é tão importante a catequese como participar na Eucaristia”, elucidou, defendendo também o equilíbrio entre as três dimensões da vivência cristã: profecia, liturgia e caridade. Num discurso de resumo do trabalho pastoral empreendido, o pároco de Olhão lembrou também as principais obras físicas, entre as quais a edificação do Centro Paroquial. O padre Luís Gonzaga é natural de Orvalho, concelho de Oleiros, na de diocese de Portalegre-Caslelo Branco. Entrou para o Seminário em 1968, na altura com 11 anos. Depois de ordenado trabalhou no Seminário diocesano em Faro e nas paróquias da Fuseta, Vila Real de Santo António, Alcoutim, assim como nas paróquias do concelho de Aljezur, antes de vir para Olhão. À celebração da Eucaristia seguiu-se a inauguração de mais uma obra da paróquia – o Museu Paroquial de Arte Cristã – e um jantar partilhado para convívio no Centro Paroquial. Mais fotos na Galeria de Imagens