O Largo de São Francisco, em Faro, cedo começou a acolher os vários autocarros que transportaram os participantes para a celebração na Sé Catedral que assistiu, uma vez mais, a uma numerosa afluência, evidenciando-se também a participação do CNE – Corpo Nacional de Escutas do Algarve que quis assistir à ordenação do seu assistente regional adjunto. O Bispo do Algarve, que presidiu à Eucaristia, começou por apontar o significado daquele dia referindo-se ao Pentecostes, à Igreja e ao sacerdócio como “três realidades do mesmo e único mistério pascal de Cristo”. D. Manuel Quintas afirmou que, ao celebrar uma ordenação sacerdotal na solenidade de Pentecostes, “torna-se mais claro e explícito para todos que é pela acção do Espírito que Deus Pai continua a distribuir os seus dons, gerando entre o seu povo servidores que perpetuam no tempo a missão salvadora de Jesus”. “É graças ao sacramento da Ordem que a missão confiada por Cristo aos apóstolos continua a ser exercida na Igreja e continuará a sê-lo até ao fim dos tempos”, disse. O Bispo ordenante deixou ainda claro que “celebrar uma ordenação sacerdotal no Dia da Igreja Diocesana e na proximidade de se iniciar em toda a Igreja um Ano Sacerdotal deve despertar em todos uma maior consciência da importância da vocação e da missão do sacerdote na Igreja e no mundo de hoje em fidelidade a Cristo e à identidade própria do ministério ordenado”. D. Manuel Quintas sublinhou ao novo presbítero, mas também em jeito de apelo renovado aos restantes sacerdotes algarvios (quase todos presentes), que “a identidade do sacerdote se fundamenta na sua participação específica no sacerdócio de Cristo, pelo qual ele se torna na Igreja e para a Igreja, imagem real, viva e transparente de Cristo sacerdote, uma representação sacramental de Jesus cabeça e pastor”. Concretamente ao ordenando, pediu-lhe que o facto de ser ordenado naquele dia constitua “uma referência permanente na disponibilidade ao Espírito, na resposta dócil e pronta aos seus apelos, no serviço sem reservas à Igreja”. Aos diocesanos voltou a exortar à oração pelas vocações. “Não esmoreçamos na oração e na solicitude pela promoção das vocações de consagração e na estima dos nossos seminaristas, diáconos e presbíteros. Façamo-lo ainda de modo mais insistente neste Ano Sacerdotal que vamos iniciar”, apelou. Aproveitando a presença dos jovens renovou-lhes também um apelo já antigo. “Abri o vosso coração e a vossa vida a Cristo. Não recuseis os apelos que Ele semeia no vosso coração. Não vos considereis à partida excluídos do dom da vocação de consagração. Cristo quer contar convosco. A nossa Igreja diocesana precisa de vós. Deixai que o Espírito Santo vos ilumine na escuta e no discernimento deste apelo e vos fortaleça na sua resposta”, exortou. A celebração, que contou com a participação do Bispo Emérito do Algarve, D. Manuel Madureira Dias, assim como da governadora civil do distrito de Faro, do presidente da Câmara de Albufeira, da vice-presidente da Câmara de Portimão e da presidente da Junta de Freguesia de Portimão, seguiu com o rito da ordenação. Este foi constituído por alguns gestos significativos, como o primeiro de todos em que o futuro sacerdote colocou as mãos nas mãos do Bispo, símbolo de comunhão e de unidade, prometendo-lhe obediência e reverência enquanto sucessor dos apóstolos, sinal e garante da unidade da Igreja e desta com a de Roma. Porém, o momento mais importante foi mesmo o da ordenação propriamente dita com a imposição das mãos do Bispo ordenante sobre o ordinando, seguida da imposição das mãos do Bispo Emérito do Algarve e dos sacerdotes presentes. Outro dos momentos de realce aconteceu quando o recém-ordenado foi revestido pelo seu pároco, o cónego José Rosa Simão, com as vestes presbiterais trazidas pelos seus colegas padres, Flávio Martins e Pedro Manuel, recordando que, antes de mais, se deve continuamente revestir de Cristo. Já ungido no ministério presbiteral, recebeu do Bispo diocesano a píxide e o cálice, trazidos pelos seus pais, e, emocionado, foi saudado pelos restantes membros do clero presente. Ainda significativa constituiu a concelebração eucarística já participada pelo padre António de Freitas, a que se associaram os restantes sacerdotes. O padre António de Freitas celebrará a sua missa nova, no dia 7 de Junho, pelas 17 horas, na igreja matriz de Albufeira. Brevemente mais fotos na Galeria de Imagens