De 18 a 21 de Junho, realizaram-se, em Fátima, as Jornadas Pastorais do Episcopado subordinadas ao tema "O ministério do Bispo e a arte de presidir e de comunicar". Da diocese do Algarve participaram, para além do Bispo diocesano, D. Manuel Neto Quintas, o vigário episcopal para a pastoral, o cónego José Pedro Martins, e o padre Carlos de Aquino, director do Secretariado da Liturgia e Música Sacra. Com esta iniciativa demonstrou-se o "reconhecimento da necessidade de formação numa área onde houve um certo descuido", referiu o secretário da CEP. Os especialistas – teóricos e práticos – ajudaram os presentes a enquadrarem-se dentro da área da Comunicação Social. "Ajudaram-nos a perceber as exigências e os critérios da Televisão, Rádio e dos restantes órgãos" porque os critérios da Comunicação Social "não são aqueles a que estamos habituados", salientou D. Carlos Azevedo. Os lamentos são frequentes. Muitas vezes, os Bispos "queixam-se que a Comunicação Social não está preparada para nos questionar e não está por dentro dos mecanismos da Igreja". "Mas também acontece o contrário, nós não estamos preparados para entender os mecanismos da Comunicação Social", sublinhou D. Carlos Azevedo. Em relação à comunicação dentro da própria Igreja, o secretário da CEP realça que esta, "muitas vezes, não funciona". O conteúdo e a mensagem da Igreja "tem valor e é muito rico" mas "necessitamos de novas formas de cuidar do embrulho". A forma é fundamental na "transmissão da fé", frisou. Quando questionado se o Evangelho necessita de embrulhos, D. Carlos Azevedo realçou que "não adianta estarmos a dizer verdades muitos interessantes quando as pessoas estão distraídas". Uma homilia que tenha "mais de dez minutos sujeita-se a não ser assimilada", acrescentando que "é preciso saber como captar a atenção dos fiéis".