O biénio terá como objectivos “promover uma pastoral missionária, congregando e envolvendo os diversos carismas e ministérios” e “fomentar o encontro e o relacionamento inter-pessoal numa (re)descoberta da Fé” e como meios operativos “preparar, acolher, celebrar a passagem da Imagem Peregrina, aproveitando este acontecimento para promover uma redescoberta da fé, apoiada em Catequeses sobre a Escritura”. A propósito do tema dos dois próximos anos, a diocese do Algarve elucida sobre o sentido da frase. “Peregrinar, mais do que percorrer um caminho exterior, consiste em percorrer um caminho interior. Somos peregrinos, membros duma Igreja peregrina e, como tal, convidados ao desprendimento do efémero e circunstancial; à coragem em deixar o que temos e somos, para conseguirmos o que queremos ser, apesar do desconforto do caminho e da inquietação dos apelos… O peregrino, perante o habitual e rotineiro, onde o novo é sempre igual, todos os dias, escuta e segue a voz d’Aquele que o precede, com a certeza de que Ele o conduzirá ao que procura”, acrescenta o Programa Diocesano de Pastoral numa referência clara à pessoa de Jesus Cristo, assegurando que “deste modo, peregrinar não se confunde com caminhar à deriva…”, antes “supõe uma opção consciente, apoia-se numa decisão assumida, aponta sempre para um objectivo bem definido: a conversão pessoal a Cristo e ao Evangelho e a participação activa e consciente na missão da Igreja”. A Igreja do Algarve destaca ainda o exemplo e o testemunho de Maria, “peregrina da fé”, que “acompanha e conduz a Igreja ao encontro de Cristo, enquanto ‘membro eminente e inteiramente singular da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade’(LG 53)”. “Maria ‘avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz’ (LG 58)”, frisa o documento, que refere ainda que “Cristo inscreveu no povo da Nova Aliança a marca de povo peregrino”, “um povo pascal que segue Cristo no caminho para o Pai” O novo Programa Pastoral sublinha então que “ser peregrino não é uma opção transitória”, mas “o estado permanente daqueles que, como membros vivos da Igreja peregrina, sabem e acreditam que a sua meta definitiva é o encontro com o Pai, conduzidos por Cristo”. O Programa Diocesano exorta ainda os cristãos algarvios a servirem-se das diversas propostas pastorais deste biénio para “aprofundar os conteúdos da fé”, a “assumir, com maior consciência e a partir dos sacramentos de iniciação cristã, o sentido de pertença à Igreja e de participação na vida da comunidade”, a “promover uma participação mais viva e mais fiel na Eucaristia dominical, bem como a adoração eucarística nas comunidades”, a “celebrar o sacramento da reconciliação como meio privilegiado de conversão pessoal”, a “edificar comunidades eucarísticas, ministeriais, fraternas e missionárias”, a “superar a separação entre a fé, que se professa e celebra, e a vida pessoal, familiar e profissional”, a “ continuar a privilegiar a pastoral familiar, vocacional e sócio-caritativa”. A diocese do Algarve aponta ainda quatro iniciativas da Igreja universal, a partir das quais pretende conseguir algum crescimento na fé: o Congresso Eucarístico Internacional (Junho de 2008), o Congresso Missionário Nacional (3 a 7 de Setembro de 2008), Sínodo dos Bispos (Outubro de 2008) e o Ano Jubilar de São Paulo (28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009). Acções a promover em 2007-2009 A nível paroquial, o novo Programa Diocesano dos próximos dois anos incita a “ultimar/continuar a implementação das pequenas comunidades, com o seu animador, em ordem ao aprofundamento ou (re)descoberta da fé, a partir de catequeses bíblicas e momentos celebrativos, envolvendo neste projecto missionário os diversos carismas e ministérios existentes na paróquia”; “programar a visita da imagem peregrina, calendarizando-se um antes, um durante e um depois, com recurso aos subsídios disponibilizados pela diocese”; “continuar a privilegiar as áreas da Família, das Vocações e da Caridade”, tendo em conta, entre outras, algumas sugestões, apresentadas pelo Conselho de Pastoral da Diocese do Algarve (CPDA). Entre essas sugestões, no que concerne à Família, aponta-se “realizar encontros de casais, em ordem à constituição das equipas de Pastoral Familiar”; “promover os movimentos laicais com expressão familiar, sobretudo no que respeita à continuidade formativa e espiritual dos novos casais”; “incluir na programação da visita da Imagem Peregrina a realidade da Família”; “continuar a promover a preparação para o matrimónio”; “realizar acções de promoção e defesa da Vida, na Família e nas Escolas, com vista a criar uma rede de apoio à Pastoral da Vida”. Para as Vocações propõe-se “dar a conhecer a especificidade das diversas vocações e carismas, nomeadamente do sacerdócio diocesano e dos institutos e congregações presentes na diocese”; “apresentar as necessidades concretas de cada comunidade e da Igreja”; “integrar o despertar e o acompanhamento vocacional nas diversas acções de pastoral paroquial”; “promover o ambiente de oração e silêncio que possibilite a escuta dos apelos de Deus: chamar, acolher, desafiar para vocação de especial consagração”. Ao nível da Caridade incentiva-se a “constituir, onde não exista, um núcleo organizado de acção sócio-caritativa, privilegiando o voluntariado, envolvendo jovens e movimentos, em articulação com as IPSS”. Vicarialmente, estimula-se a “continuar a colaborar na formação de animadores em ordem à implementação de pequenas comunidades nas paróquias”; “continuar a valorizar a Vigararia como primeira expressão de unidade pastoral, pela insistência em critérios comuns de acção pastoral e pela inter-ajuda, devidamente coordenada, inspirando-se no programa diocesano em curso”; “programar acções conducentes à concretização de respostas pastorais, relativamente ao apelo evangelizador, saído da análise da realidade do ano pastoral transacto”; “Sensibilizar as paróquias para acções de formação de leigos programadas pelo CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve”. Para “privilegiar” as três áreas prioritárias no Programa Pastoral, o CPDA sugere, no caso da Família, a realização de “encontros vicariais das equipas paroquiais de pastoral familiar” e “continuar o esforço de uniformização dos critérios pastorais (baptismo e matrimónio)”. Para as Vocações exorta-se a “coordenar o Lausperene diocesano e incentivar as comunidades para a oração e a promoção vocacional” e a “acolher e apoiar as acções da pastoral vocacional”. Relativamente à Caridade estimula-se a “promover acções de formação sobre a Doutrina Social da Igreja”. A nível diocesano recomenda-se a importância de “continuar a apoiar a formação de animadores das pequenas comunidades, que se constituírem nas paróquias”; “servir-se da estrutura do CEFLA para apoiar a formação de animadores e de outros agentes da pastoral”; “acompanhar a visita da imagem peregrina, através da Comissão Permanente do CPDA e de outros meios, que vierem a julgar-se necessários e possíveis”; e “disponibilizar subsídios catequéticos e litúrgicos para apoiar a visita da imagem peregrina e o programa pastoral em curso”; e “apoiar, através dos respectivos secretariados, as iniciativas paroquiais e vicariais a nível das áreas pastorais da Família, Vocações e Caridade, tendo em conta, entre outras, algumas sugestões, apresentadas pelo CPDA. Relativamente à Família é sugerido “realizar um retiro para famílias, que inclua pais e filhos com programas e desenvolvimento distintos” e “continuar o esforço de uniformização dos critérios pastorais (baptismo e matrimónio)”. No que respeita às Vocações incita-se a “continuar a promover o Lausperene diocesano e incentivar as comunidades para a oração e a promoção vocacional noutros momentos ao longo do ano pastoral” e a “promover a realização de acções de sensibilização vocacional: retiros, encontros, férias missionárias”. Para a Caridade pede-se que se continue a “apoiar as paróquias no atendimento social”; a “assegurar a formação de animadores da pastoral sócio-caritativa”; e a “dar continuidade às Jornadas Diocesanas da Cáritas”.