Assim, no âmbito do objectivo geral do sexénio 2006-2012 de “promover uma pastoral de missão, centrada na experiência de Deus, em Jesus Cristo; edificar, com Maria, uma Igreja evangelizada e evangelizadora”, o objectivo específico para o presente ano pastoral mantém-se pelo segundo ano consecutivo o de “peregrinar, com Maria, ao encontro de Cristo”, assim como os objectivos específicos de “promover uma pastoral missionária, congregando e envolvendo os diversos carismas e ministérios; fomentar o encontro e o relacionamento interpessoal numa (re)descoberta da fé”. Para atingir essas finalidades, a diocese do Algarve propõe como meios operativos “preparar, acolher, celebrar a passagem da imagem peregrina, aproveitando este acontecimento para promover uma redescoberta da fé, apoiada em catequeses sobre a escritura” e “promover uma pastoral de missão, centrada na experiência de Deus, em Jesus Cristo e edificar, com Maria, uma Igreja evangelizada e evangelizadora”. “A visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à nossa diocese, deve ser assumida por todos e cada uma das nossas comunidades, como um meio privilegiado para nos deixarmos conduzir por Ela ao encontro de Cristo, de modo a podermos «escutar e fazer» o que Ele tem, hoje, a dizer à Igreja presente no Algarve”, salienta a Igreja algarvia, manifestando querer aproveitar a presença da imagem da Virgem de Fátima, bem como o tempo que precede e se segue à sua visita, para “escutar com maior atenção os apelos de Cristo”. “Queremos que ecoe, de modo mais incisivo, no coração e na vida de cada cristão algarvio o mesmo convite de Cristo, no início da sua pregação e que constitui o coração do anúncio do Reino: «arrependei-vos e acreditai no Evangelho»”, aponta o Programa Diocesano de Pastoral. Por outro lado, a diocese do Algarve explica querer “aprofundar os conteúdos da fé; assumir, com maior consciência e a partir dos sacramentos de iniciação cristã, o sentido de pertença à Igreja e de participação na vida da comunidade; promover uma participação mais viva e mais fiel na Eucaristia dominical, bem como a adoração eucarística nas comunidades; celebrar o sacramento da Reconciliação como meio privilegiado de conversão pessoal; edificar comunidades eucarísticas, ministeriais, fraternas e missionárias; superar a separação entre a fé, que se professa e celebra, e a vida pessoal, familiar e profissional” e “continuar a privilegiar a pastoral familiar, vocacional e sócio-caritativa”. Entre as acções a promover para 2008-2009, destacam-se, a nível paroquial, “ultimar/continuar a implementação das pequenas comunidades, com o seu animador, em ordem ao aprofundamento ou (re)descoberta da fé, a partir de catequeses bíblicas e momentos celebrativos, envolvendo neste projecto missionário os diversos carismas e ministérios existentes na paróquia”, “continuar o acolhimento à visita da imagem peregrina, calendarizando-se um antes, um durante e um depois, com recurso aos subsídios disponibilizados pela diocese: catequeses bíblicas e catequeses marianas”, “promover, em ordem à celebração do Ano Paulino, catequeses, encontros, reflexões, com recurso aos subsídios sobre a temática paulina, disponibilizados pela diocese e pela Conferência Episcopal”, “continuar a privilegiar as áreas da Família, das Vocações e da Caridade tendo em conta, entre outras, as sugestões, apresentadas pelo Conselho Diocesano de Pastoral”, órgão consultivo do Bispo diocesano. No caso da Família sugere-se a realização de “encontros de casais, em ordem à constituição das Equipas de Pastoral Familiar”, a promoção dos “movimentos laicais com expressão familiar, sobretudo no que respeita à continuidade formativa e espiritual dos novos casais”, a inclusão na programação da visita da imagem peregrina da “realidade da Família”, a continuação da promoção da “preparação para o Matrimónio” e a realização de “acções de promoção e defesa da vida, na Família e nas escolas, com vista a criar uma rede de apoio à Pastoral da Vida”. Ao nível das Vocações, é pedido que se dê “a conhecer a especificidade das diversas vocações e carismas, nomeadamente do sacerdócio diocesano e dos Institutos e Congregações presentes na diocese”, que se apresente “as necessidades concretas de cada comunidade e da Igreja”, que se integre “o despertar e o acompanhamento vocacional nas diversas acções de pastoral paroquial” e que se promova “o ambiente de oração e silêncio que possibilite a escuta dos apelos de Deus: chamar, acolher, desafiar para a vocação de especial consagração”. No que respeita à Caridade propõe-se que se constitua “onde não exista, um núcleo organizado de acção sócio-caritativa, privilegiando o voluntariado, envolvendo jovens e movimentos, em articulação com as IPSS” e que se mobilize “a comunidade na resposta às necessidades dos mais carenciados e mais antigos pela actual situação de crise económica que vivemos”. A nível vicarial, o Programa Diocesano de Pastoral aponta que se continue “a colaborar na formação de animadores em ordem à implementação de pequenas comunidades nas paróquias” e a “a valorizar a vigararia como primeira expressão de unidade pastoral, pela adopção de critérios comuns de acção pastoral, nomeadamente nos sacramentos de iniciação cristã e Matrimónio, e pela inter-ajuda, devidamente coordenada”. O Programa Pastoral aconselha a que sensibilize “para acções de formação de leigos programadas pelo CEFLA, relativas aos ministérios e ao Ano Paulino”, que se continue “a privilegiar as áreas da Família, das Vocações e da Caridade, tendo em conta, entre outras, as sugestões apresentadas pelo Conselho Diocesano de Pastoral”. Relativamente à Família, o Conselho Pastoral da Diocese do Algarve (CPDA) sugere então que se realize “encontros vicariais das equipas paroquiais de pastoral familiar” e que se continue “a promover a preparação para o Matrimónio e o posterior acompanhamento de novos casais”. No caso das Vocações, que se coordene o Lausperene diocesano, que se incentive as comunidades para a “oração e a promoção vocacional” e que se acolha e apoie “as acções da pastoral vocacional”. Para a Caridade, a proposta é que se realizem “acções de formação sobre a Doutrina Social da Igreja”. A nível diocesano, o preconiza o Programa Diocesano deste ano que se promova “a celebração do Ano Paulino” com “Jornadas Paulinas”, “acções de formação sobre São Paulo, por zonas, promovidas pelo CEFLA”, “Semana Ecuménica”, “Festa da Conversão de São Paulo”, “Actualização teológico e pastoral do clero da Província Eclesiástica de Évora”, “Celebração diocesana do Catequista” e que se envolva os Caminheiros do Corpo Nacional de Escutas e o movimento dos Cursos de Cristandade nas celebrações do Ano Paulino. Pede-se igualmente que se continue a “apoiar a formação de animadores das pequenas comunidades, que se constituírem nas paróquias”, que se sirva da estrutura do CEFLA para “apoiar a formação de animadores e de outros agentes da pastoral”, que se acompanhe a visita da imagem peregrina, através da Comissão Permanente do CPDA e de outros meios, que vierem a julgar-se necessários e possíveis”, que se disponibilize “subsídios catequéticos e litúrgicos para apoiar a visita da imagem peregrina e o programa pastoral em curso”, que se apoie, através dos respectivos secretariados, as iniciativas paroquiais e vicariais a nível das áreas pastorais da Família, Vocações e Caridade, tendo em conta, entre outras, as sugestões, apresentadas pelo CPDA”. No caso da Família, o CPDA sugere que se realize “um retiro para famílias, que inclua pais e filhos com programas e desenvolvimento distintos” e que se continue o “esforço de uniformização dos critérios pastorais (Baptismo e Matrimónio)”. Para as Vocações é pedido também que se continue a “promover o Lausperene diocesano e incentivar as comunidades para a oração e a promoção vocacional noutros momentos ao longo do ano pastoral” e que se promova a “realização de acções de sensibilização vocacional: retiros, encontros, férias missionárias”. No que respeita à Caridade, o CPDA propõe que se apoie “as paróquias no atendimento social” que se assegure “a formação de animadores da pastoral sócio-caritativa” e que se dê “continuidade às Jornadas Diocesanas da Caritas”.