O pároco de Albufeira regozijou-se pelo restauro da igreja, considerando o templo um marco na cidade capital do turismo algarvio, lembrando que, pela sua beleza e sobretudo pela sua cúpula, tem sido muitas vezes cartaz de promoção turística da cidade e da região. Após um momento de louvor a Deus, abrilhantado com cânticos interpretados pelo coro paroquial e pelo coro da comunidade ucraniana católica de rito bizantino, o cónego Rosa Simão evocou a memória e história da restaurada igreja, uma das quatro situadas no centro histórico de Albufeira. Seguiu-se um momento cultural protagonizado pelo grupo Sotto Voce, de Tavira, que interpretou várias composições polifónicas desde a música sacra aos espirituais negros. No final, o Bispo do Algarve agradeceu o empenho da comunidade pela recuperação da igreja, referindo a importância de preservar o património como memória e legado riquíssimo dos predecessores. “Devemos olhar para o passado agradecidos pelo que herdámos, mas olhar para o futuro com esperança. A partir do exemplo do cuidado com este templo, igreja material, o mesmo cuidado e empenho devemos ter com a Igreja humana”, exortou, aludindo à esperança e ao empenho com as comunidades nascentes em Albufeira e Olhos d’Água. Os trabalhos na igreja de Sant’Ana incidiram na recuperação de toda a talha dourada do retábulo principal, um exemplar barroco, dos dois altares laterais, do púlpito, do arcaz da sacristia, assim como de diversas imagens. Foi ainda substituído todo o telhado e recuperado o exterior do templo que foi rebocado e pintado, assim como realizado o arranjo do adro. A sala mortuária também foi intervencionada com vista ao seu melhoramento. A obra, concluída em Maio passado, ascendeu a um valor global de mais de 200 mil euros, sendo que, deste custo, mais de metade foi suportado pela paróquia de Albufeira. Segundo o pároco, os trabalhos contaram ainda com o apoio da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal que contribuiu com uma “verba generosa”.