A presença do Bispo de Ossónoba no Concílio de Elvira (século IV DC) é disso, a par de tantas outras provas, um testemunho irrefutável de como a Semente encontrou campo para a sua germinação e esta foi rota de quantos foram, mundo em fora, cumprir a determinação de Jesus Cristo: «Ide…». Séculos mais tarde os «Caminhos de São Vicente», tal como OS «Caminhos de Santiago» seriam referência a nível da cristianização de Península Ibérica, da qual sairiam já tempos e tempos volvidos as caravelas portuguesas e castelhanas, de modo significativo de Lagos e de Palos de la Frontera, na vizinha Andaluzia, para trazer à Igreja Universal, instituída pelo Redentor, os povos de todo o Mundo. Ao assinalar-se, neste Domingo, o «Dia da Igreja Diocesana», bom é fazer esta mui rápida deambulação pela História do Povo Cristão do Algarve e reafirmar o sentido vivifico e crente de que a Igreja Doméstica Algarvia, sob a direcção do seu actual Pastor, D. Manuel, é verdadeiramente (e bem mais fiel e conforme os textos evangélicos o pedimos a Deus o fosse) «pedras vivas do Templo do Senhor». Compromete-nos, não apenas na dádiva, na generosidade e na partilha, esta celebração que a todos nos envolve e toca, porque a Igreja do Algarve é de todos os baptizados na Fé e não apenas daqueles que foram ungidos pelos Ministérios ou chamados à sua condução. Ao pedirmos a Deus Pai que acolha na sua divina misericórdia quantos ao longo dos séculos O serviram e Dele deram testemunho servindo o Povo Cristão Algarvio e fazemos a nossa prece pelo seu Presbitério, oramos, naquela que é hoje Terra de Missão, em comunhão com o Pastor e Bispo Missionário, num espírito de verdadeira unidade eclesial e de identidade própria, para que esta Igreja Diocesana tenha, de modo especial, muitas e santas vocações.