Com efeito desde sempre Nossa Senhora da Conceição esteve ligada, através das expressões concretas, múltiplas e deste sentido de prestar o culto à Mãe de Jesus e Mãe dos Homens, das gentes lusitanas. Gesto do mais transcendente simbolismo o houve no século XVII, quando após a «Revolução de 1640» e a luta pela manutenção da Nação livre e independente, o Rei D. João IV, coroou a Imagem da Senhora da Conceição, existente no seu santuário de Vila Viçosa, na terra tão votada a Maria que, tal como o Algarve, o é o Alentejo, «Rainha de Portugal». Assim foi e assim o é porque a Senhora do Sim, aquela que foi na Terra e pelo Mistério da Incarnação o primeiro sacrário, acolhendo no seu ventre o Redentor e cumprindo-se as profecias e os desígnios de Deus. Se todo o Povo de Deus comemorou há sete dias e em todo o Mundo, o Conceição Imaculada de Maria, num hino global de louvor e de agradecimento a Deus e cântico poético aquela que é a «Estrela da Vida» (ora que, entre nós, se discute a questão da vida, como se ela fosse discutível com cunho decisório) a nossa Oração terá esse mesmo sentido na pureza do existir e na dignificação da santidade como razão maior do nosso ser. Aqui na nossa Igreja Diocesana, neste «Algarve, Terra de Santa Maria», com tantos e tantos milenares testemunhos (recordamos, por exemplo, as «Cantigas de Santa Maria», de Afonso, o X, de Castela; as «Rosas de Santa Maria», com Gil Eanes e o Infante D. Henrique, etc., a par das designações toponímicas, casos de Conceição de Faro, Conceição de Tavira, etc. e de a Senhora da Conceição ser Orago de muitas Comunidades Paroquiais) este culto é um momento afectivo, contemplativo e de comunhão com o Senhor pela expressão venerativo Àquela que «Bendita sois vós entre as mulheres!».