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Inaugurado o Novo Cemitério de Faro

D. Manuel Neto Quintas e José Vitorino, que começaram por descerrar a lápide comemorativa que se encontra na entrada principal do cemitério, referiram-se na celebração de bênção, que teve lugar na Capela Ecuménica do novo espaço, à importância da obra recém-inaugurada. O presidente da edilidade farense, que apresentou as características da nova infraestrutura, classificou esta inauguração como “um acontecimento muito importante” por responder a uma “necessidade premente”, “não só pelo facto dos cemitérios existentes estarem quase esgotados, mas também pelas características do Novo Cemitério de Faro, com uma concepção arquitectónica moderna, a mais moderna do País”. Sobre o crematório, uma das inovações que o cemitério pretende incluir no futuro, Vitorino garantiu que o respectivo projecto está a ser elaborado. O Bispo do Algarve sublinhou a importância dos “sinais que falem de vida e esperança”, “quando, interiormente, tudo num cemitério fala de morte”. “É importante termos na nossa vida, diante de situações de morte, referências de esperança”, afirmou o Prelado que apontou a Cruz como um “sinal de esperança”, uma alusão à cruz erigida à entrada do novo cemitério. Por outro lado, D. Manuel Quintas destacou o carácter comunitário da nova obra que classificou como uma “mais para a cidade de Faro que responderá durante décadas a uma necessidade importante”. “Não podemos circunscrever este cemitério apenas àqueles que têm fé. Ele é de todos e também daqueles cuja fé só Deus é que conhece”, afirmou, esclarecendo que os cristãos “acreditam que Aquele que ressuscitou Jesus também há de ressuscitar aqueles que n’ Ele acreditam”. O Novo Cemitério de Faro, na periferia da cidade, localiza-se a Nascente da estrada da Penha, no sentido Faro-Conceição de Faro e foi projectado pela Câmara e GAT – Gabinete de Apoio Técnico de Faro. Teve um custo de quatro milhões de euros e conta com uma área de 18 000 m2 que poderá vir a ser ampliada no futuro a Nascente e a Norte. É composto por 1496 nichos de decomposição aeróbia (com rotatividade de 3 anos); 400 unidades de nichos tradicionais perpétuos (para caixões de zinco); 1284 nichos para ossários; 948 nichos para columbários perpétuos (para cinzas) e 98 jazigos familiares perpétuos (com capacidade para 8 caixões). Não tendo previstas quaiquer zonas para inumação em coval, por forma a evitar a contaminação dos solos e das toalhas freáticas, o Novo Cemitério de Faro é vocacionado para a solução aeróbia (através do oxigénio utilizando um produto biológico) que permite a esqueletização dos corpos num período aproximado de 3 anos a partir do seu encerramento hermético em nichos/gavetões de betão selados com silicone. O sistema possibilita uma grande rotatividade dos nichos. É de referir ainda que o espaço tem 4.474 m2 de áreas relvadas e 126 árvores, tem 1080 m2 com espelhos de água; um edifício de apoio/administrativo que ocupa uma área de 260 m2, composto para além da Capela Ecuménica, de casas de banho e lugar de estacionamento para 64 lugares. A cerimónia de inauguração do novo cemitério contou ainda com a presença do padre António Rocha, um dos párocos da cidade de Faro e do diácono Rogério Egídio. O Novo Cemitério de Faro entrou em funcionamento a 2 de Setembro, um dia depois da sua inauguração.

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