A religiosa, natural de São Miguel, nos Açores, com uma vasta experiência na catequese, esteve durante 22 anos na diocese do Porto, 3 em Viseu e ultimamente em Fátima, no Centro Catequético da congração. Tendo estado no Algarve apenas 3 ou 4 vezes para trabalhos pontuais, a irmã Alda Maria reconhece não conhecer a realidade da diocese, e por isso afirma que só depois de ter esse conhecimento é que poderá ver qual o trabalho que poderá ser mais proveitoso. No entanto, a religiosa garante que “gostava de fazer mais cursos de iniciação e também de trabalho sobre os novos catecismos e as suas dinâmicas”. “Em muitas paróquias as pessoas estão a fazer catequese velha com catecismos novos”, constata a irmã Alda Maria no panorama nacional. Ao nível da formação, que considerou dever realizar-se vicarialmente “porque localmente as pessoas têm muito mais facilidade de participação”, acrescenta igualmente ser necessário avançar para um curso geral complementar dos cursos de iniciação. Relativamente à formação inicial, a irmã considera que o modelo preconizado pelo SNEC – Secretariado Nacional da Educação Cristã “prepara muito melhor e é muito mais profundo” do que outras propostas. Ainda neste capítulo, a consagrada defende ser preciso investir igualmente na formação das pessoas dos pais e dos grupos. Inclusivamente no caso dos novos catecismos garante que “a tónica não está nos manuais, mas na formação dos catequistas”. Como prioridade para este ano, a irmã Alda Maria quer “fazer tudo para que haja comunhão entre as pessoas”. “Onde não houver comunhão não está a Igreja de Jesus Cristo”, adverte, na esperança de que a sua presença no Algarve seja “uma ajuda no crescimento da fé das pessoas e das comunidades”. A religiosa lembra ainda um dos aspectos que correram menos bem no anterior itinerário catequético, dando origem à reestruturação para os actuais catecismos. “A integração na comunidade tem sido um aspecto descurado. A catequese é feita numa sala, mas sem referência à comunidade. As próprias crianças se os pais não praticam acabam também por não comparecer. Penso que há aqui um trabalho muito grande a fazer”, afirma. Por outro lado, confessa que a preparação para o Sacramento da Confirmação é uma preocupação sua. “Muitos têm como motivação na administração do Sacramento puderem ser padrinhos”, observa a irmã, apelando a um pouco mais de exigência.