Sexta-feira 23 de Agosto de 2019
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Irmã Eugénia Ferreira celebrou Jubileu de Ouro

Na véspera do dia em que passavam 50 anos sobre o momento da sua profissão religiosa, a efeméride foi assinalada com uma Celebração Eucarística, presidida pelo Bispo do Algarve, na capela do Seminário Diocesano, em Faro. D. Manuel Neto Quintas, na homilia, recordando que «onde há amor, não há temor», salientou que «quem celebra uma data tão significativa do aniversário da sua consagração, certamente terá muitas provas daquela certeza», apresentada na liturgia daquele dia. O Bispo diocesano sublinhou a importância «central» da Eucaristia no instituto religioso da irmã Eugénia Ferreira. «Quando é a Eucaristia que inspira a sua consagração e acção, celebrar bodas de ouro em pleno Ano Eucarístico e, pertencendo a um instituto religioso que tem a Eucaristia por carisma, vem certamente iluminar a sua consagração», afirmou D. Manuel Quintas. A Eucaristia ficaria ainda marcada por um momento simbólico: a entrega à aniversariante de uma bênção apostólica, concedida pelo Papa João Paulo II. Natural de freguesia de São Simão de Litem, pertencente ao concelho de Pombal, na diocese de Leiria, a irmã Eugénia Ferreira testemunha que desde cedo teve a certeza da sua vocação e confessa que o mais a atraiu foi a adoração eucarística. Com 12 anos entrou para o colégio da Penha de França, em Lisboa, o­nde permaneceu até aos 14 anos. Em plena adolescência viveu um período de crise e indecisão e volta para casa dos pais. Ao fim de dois anos, já com 16 anos, frequenta o noviciado em Braga e aos 19 professou. Ao longo deste meio século trabalhou essencialmente com crianças e jovens, sobretudo nos colégios, internatos, escolas e ATL’s que estão à responsabilidade do seu instituto religioso. Em 1991 veio para o Algarve e desde então tem trabalho nos Serviços Diocesanos de Pastoral. Na paróquia de São Brás de Alportel é catequista de um grupo do 5º ano, responsável pela liturgia da da comunidade de Alportel e animadora de um grupo de adultos. Para além disto, nos últimos anos tem também trabalhado com a juventude. Faz um «balanço positivo» destes 50 anos de doação, mas adverte que «não foi fácil». Recorda que os primeiros tempos vividos na congregação «foram complicados», pois tinham «uma vida pobremente dura», por causa do espírito de clausura incutido pela fundadora, fortemente influenciada pelas suas origens. Como segredo para conseguir perseverar durante este tempo refere aquela que foi sempre a sua norma: «Viver o hoje, aqui e agora». Com vista ao futuro revela um desejo: «que o meu testemunho no agir, seja coerente com o que se diz da vida consagrada. Que não seja uma farsa ou uma mentira para os outros», esclarece.

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