Já, noutras ocasiões, deixei transparecer com toda a clareza, que actualmente não dou qualquer crédito aos políticos: A todos os políticos, sem qualquer excepção! Todos me têm decepcionado. De tal modo que, para mim, o voto há muito deixou de ser uma escolha convicta no que quero para Portugal, para passar a ser uma resignada aceitação do que me parece ser o “mal menor”. Desta vez, nem sequer consigo ver o­nde possa estar esse tal “mal menor”. Se me dou ao trabalho de me deslocar à mesa de voto, é unicamente por respeito ao apelo dos nossos Bispos que nos alertaram para o dever de participarmos no acto eleitoral. Mas faço-o a contra gosto, sem qualquer esperança, sem nenhuma convicção ou entusiasmo, assim a modos de quem vai tomar uma injecção, porque tem de ser… Mas o que é que isto tem a ver com a Jornada Mundial da Juventude 2005, agendada para Agosto próximo na cidade de Colónia, na Alemanha? Afinal ainda estamos em Fevereiro e uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pois parece que não tem, mas bem vistas as coisas, afinal pode até ter. Querem ver como e porquê? Pois meus amigos, aquelas senhoras e aqueles senhores que em Junho passado nos pediram insistentemente o nosso voto para alegadamente nos representarem no Parlamento Europeu, deliberaram que a União Europeia não irá conceder qualquer subsídio à organização do maior Encontro de jovens de toda a terra, justamente a Jornada Mundial da Juventude 2005. Eles falam, falam, falam… Eles falam, falam que é preciso o diálogo inter-cultural, inter-continental, inter-religioso, inter-geracional e outras lindas palavras para eleitor iludir… Eles falam, falam numa Europa plural e multicultural… Eles falam, falam no encontro de civilizações e de culturas… Eles falam, falam na aposta nas novas gerações e no apoio à juventude… Eles falam, falam, falam, mas o que eles dizem, não é para se levar a sério, são palavras ocas, são jogos florais, são puros exercícios académicos… Os políticos que agora nos pedem o voto, são os mesmos que há poucos meses se locupletaram com o voto de muitos cristãos para o Parlamento Europeu, para a seguir vetarem o nome do Professor Rocco Buttiglione para Comissário Europeu, pelo simples facto dele ser cristão, pensar como cristão e agir como cristão… Os políticos que agora nos pedem o voto, são os mesmos que recusaram apoiar o maior Encontro de jovens do mundo em Colónia… Os políticos que agora nos pedem o voto são os mesmos que querem legalizar a eutanásia e despenalizar totalmente o aborto, as drogas leves, as “salas de chuto” as uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo e a adopção de crianças por casais homossexuais… Os políticos que agora nos pedem o voto, são os mesmos que colocaram Portugal “à beira de um pântano” e não o souberam tirar da “tanga” de que eles mesmo falaram… Acham que eles merecem o nosso esforço, os nossos votos, os nossos impostos? Eu por mim acho que não! Portugal, a Europa e o mundo, precisam urgentemente de uma mudança cultural profunda, de uma nova civilização, que dispense estes políticos e estas políticas.