“Só para ver isto se justifica uma vinda ao Algarve”, considerou o professor historiador que esteve entre os ilustres convidados na cerimónia da sua inauguração. “Venha ao Algarve ver esta exposição”, apelou José Hermano Saraiva, reconhecendo a importância da mostra de “tesouros de arte sacra” da diocese de Beja. No programa televisivo que incluiu também uma visita ao Museu Municipal de Faro e à Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, Hermano Saraiva lamentou a proliferação de museus no Algarve, criticando a actual existência de 45 museus e núcleos museológicos e defendeu a existência de apenas um museu ou, em alternativa, um mínimo de três museus, localizando-se um no Barlavento, outro no centro e um terceiro no Sotavento. “Não há turista nenhum que vá a 45 museus”, considerou José Hermano Saraiva, acrescentando que a actual multiplicação museológica como algo “perfeitamente destruidor duma evocação global do que é a história do Algarve”. O historiador lamentou igualmente a inexistência a uma publicação que relate a história da região.