Terça-feira 15 de Outubro de 2019
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Jovens algarvios também foram cativados pelo novo Papa

Entusiasmo, satisfação e ainda alguma expectativa marcaram o primeiro grande encontro de Bento XVI com os jovens de todo o mundo no encontro mundial da juventude católica. Ao contrário das teorias que viam neste tipo de encontro um “sofrimento” para um Papa professor, um sábio da Teologia, Colónia mostrou que Bento XVI, apesar da sua timidez natural, também consegue cativar os jovens. Não o faz pelo caminho mais fácil, porque a sua mensagem é densa, exigente e vai de encontro a alguns dos anseios e dúvidas mais comuns na juventude dos nossos dias. Aos que procuram um caminho para a sua vida e uma resposta para as suas interrogações, o Papa apontou a solução definitiva: Cristo. Não é com o calor dos gestos, mas o das palavras de Bento XVI que cativou a geração “Wojtyla”, que cresceu com um outro Papa. O desafio é difícil e as comparações constantes, mas a resposta dada por um surpreendente pelo novo Papa esteve à altura das exigências. A vontade de comunicar com os jovens foi inegável e viu-se nos pequenos momentos como nos grandes discursos. No seu primeiro contacto com os jovens, na Alemanha, o Papa deixou um forte apelo a todos os que participaram na JMJ: “escancarai o vosso coração a Deus! Deixai-vos surpreender por Cristo! Concedei-lhe o direito de “Vos Falar” durante estes dias”. “Fazei a experiência libertadora da Igreja”, foi outro dos apelos lançados pelo Papa, no decorrer de uma viagem de barco pelo Reno, desde a margem de Rodenkirchenbrucke até Colónia, o­nde foi saudado por milhares de jovens. A herança de João Paulo II (cuja saudosa memória esteve bem presente ao longo da JMJ) não pareceu pesar a Bento XVI, que permaneceu igual a si próprio neste encontro com os jovens, aos quais ofereceu um discurso caloroso, mas carregado de exigência. Lembrando que o Papa polaco soube compreender “os desafios com que os jovens de hoje são confrontados”, Bento XVI desafiou os presentes a “colocar em prática, todos juntos, os seus ensinamentos”. A preocupação da abertura da JMJ a outras religiões e confissões religiosas também esteve presente. O Papa afirma ter vivido com “emoção” a visita à Sinagoga de Colónia, na qual tem sua sede a comunidade judaica mais antiga da Alemanha. Com os irmãos judeus recordou a Shoá, e o sexagésimo aniversário da libertação dos campos de concentração nazis. Bento XVI encontrou-se ainda com representantes de algumas comunidades muçulmanas. No coração da Europa, onde a Igreja Católica parece em quebra, Bento XVI desafiou a multidão da JMJ a inundar o Velho Continente com um novo sopro de vida. “É preciso, caros amigos, saber fazer as escolhas necessárias. No decorrer das Jornadas, convido-vos a um compromisso sem reservas para servir Cristo, custe o que custar”, sublinhou. Não foram portanto perceptíveis grandes diferenças entre esta JMJ e as 19 anteriores. Houve um mesmo tom festivo, bandeiras de numerosos países, cânticos até não haver voz. E por o­nde quer que passasse Bento XVI, havia sempre alguém disposto a chamar por “Be-ne-de-tto”.

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