Ao longo dos dias dinamizaram diversas actividades no âmbito da passagem daquele símbolo e testemunho pela sua paróquia. Sónia Gomes, a animadora do grupo juvenil da Fuseta, explica a metodologia adoptada. “Tentámos criar, diariamente, um ambiente diferente em torno da cruz, relacionado com o tema desse dia. Para nossa satisfação tivemos sempre o apoio da comunidade e houve muita participação dos restantes membros da paróquia, para além dos jovens”, salienta, acrescentando que “se o objectivo era que a Cruz chegasse aos jovens, ela chegou também à restante comunidade”. Logo no sábado, a comunidade paroquial fusetense promoveu uma oração com as crianças da catequese, tendo havido no final uma largada de pombas. No domingo, o dia dedicado apenas aos jovens, a oração teve a finalidade de proporcionar aos participantes uma reflexão sobre a conhecida passagem bíblica do episódio dos discípulos de Emaús. Com uma efectiva implantação da Obra do Apostolado do Mar, ou não fosse a Fuseta uma comunidade piscatória, a igreja paroquial acolheu os pescadores e suas famílias para uma actividade conjunta com os jovens. “Foi bonito ver avós, pais e netos, todos juntos em oração”, testemunha Sónia Gomes. Na terça-feira houve um momento multimédia com a realização de uma projecção sobre a mensagem do Papa para a Jornada Mundial da Juventude, animada com cânticos, procurando valorizar as passagens mais apelativas. A quarta-feira, o dia da imposição das cinzas, foi acolhida toda a comunidade e no dia seguinte, realizou-se uma oração de cariz vocacional, com a participação da irmã Beatriz Santos, carmelita missionária, e de Cristina Silva, a realizar o noviciado naquela congregação religiosa . Na última sexta-feira à noite, o dia da entrega da Cruz à paróquia de Moncarapacho, foi feita uma via sacra desde o centro, na baixa da vila, até à igreja paroquial. Ao longo do ventoso percurso, os jovens das duas comunidades paroquiais, carregando a Cruz, actualizaram o caminho do Calvário aos dias de hoje e à sua vida concreta. Problemas, dificuldades, interpelações e inquietações vieram ao de cima e motivaram a reflexão. Já no interior do templo, após a última estação, o padre Alberto Teixeira, pároco das duas comunidades paroquiais, congratulou-se com o programa realizado ao longo da semana e destacou a importância da Nova Evangelização e do testemunho dos jovens que não têm vergonha de se assumir como cristãos na vida e na sociedade. No final da celebração, os jovens consideraram que “foi uma semana rica em catequese e oração em redor da Cruz”. “Tivemos o cuidado, durante esta semana, de apresentar a Cruz, não como sinal de morte e sofrimento, mas sinal do amor de Deus pela humanidade. Tivemos a oportunidade, nos vários momentos e em grupo, de nos aproximarmos de Cristo, conhecê-lo melhor, perceber o que Ele quer de cada um de nós e de permanecer n’Ele. Temos a esperança que, durante esta semana, alguns tenham descoberto a Cristo, que outros se reencontrado com Ele e que todos tenham sentido arder dentro de si o amor de Deus”, frisaram. Ao longo desta semana a Cruz está na paróquia de Moncarapacho e na próxima sexta-feira será entregue os jovens da comunidade paroquial de Quelfes. Mais fotos na Galeria de Imagens