O padre Mário de Sousa, reitor do Seminário de Faro, que presidiu à celebração promovida por aquela instituição em colaboração com o Sector da Pastoral Juvenil da diocese do Algarve, justificou a motivação que levou a numerosa assembleia presente, sobretudo jovens, a participar naquela iniciativa. “Há dois sentimentos que nos invadem o coração nesta noite e neste fim-de-semana: o primeiro de acção de graças, o segundo de oração e súplica. Acção de graças porque dignou-se Deus olhar na sua bondade e misericórdia para esta comunidade de Albufeira e aqui tocar o coração de um jovem ainda adolescente para o ministério sacerdotal. Acção de graças porque o Senhor jamais falta à sua Igreja e, quando necessário, suscita do meio do seu povo pastores que, de acordo com o seu coração, sejam para a Igreja sinal da sua presença, preocupação e amor”, referiu. Lembrando que o António de Freitas entregará hoje “toda a sua vida, tudo aquilo que é, afectos e desejos, Àquele a quem quis consagrar a sua vida e a sua existência”, o reitor do Seminário diocesano exortou os presentes a “implorar do Espírito Santo de Deus que consagre esta sua vontade firme”. No decorrer da celebração, ajoelhado diante do altar, o futuro diácono realizou a sua profissão de fé, renovando a mesma fé que recebeu no dia do Baptismo e que se comprometeu no dia do Crisma, e fez o juramento de fidelidade a essa fé, à Igreja, ao Bispo diocesano e ao Papa. “Três gestos que significam uma vida e uma luta interior que durou anos em que Deus foi chamando e o António quantas vezes resistindo. Uma vida em que Deus lhe foi tocando o coração e ele, como todos aqueles que são chamados, sentiu-se e continua a sentir-se indigno e incapaz”, reconheceu o padre Mário de Sousa, dirigindo-se depois directamente ao seminarista. “António, hoje como outrora, Deus diz-te: «Não temas, eu estou contigo». Aquilo que o Senhor te entrega é um dom de Deus que ultrapassa toda a nossa capacidade de entendimento porque é um gesto do seu amor, da sua misericórdia e do seu carinho. Esta comunidade que te acompanhou está contigo também neste momento de acção de graças”, frisou. Continuando a interpelação directa ao António de Freitas manifestou-lhe o agradecimento da Igreja algarvia. “Obrigado porque confiaste muito mais em Deus do que em ti. Que o Senhor faça de ti um pastor segundo o teu coração. Que sejas um sinal da bondade de Cristo, da sua ternura, mansidão e preocupação com as suas ovelhas para esta Igreja do nosso Algarve”, concluiu.