Aquele dirigente destaca assim que o movimento foi mantido “dentro da linha”, considerando que “o sistema pedagógico continuou a ser bem exercido e foi muito bem fiscalizado” pela Junta Regional. Miguel Boto observa ainda que “houve uma grande adesão ao longo dos três anos”. “Fizemos actividades com grandes participações, ricas em conteúdo, e com algumas inovações como a Rocha do Conselho ou a Oficina dos Cargos, em que os Lobitos aprendiam e melhoravam as suas funções dentro dos bandos”, justifica, considerando também de carácter inédito o último Acampamento Regional que entende ter sido realizado “como nunca tinha sido feito antes”. O ainda chefe regional, tendo decidido não se recandidatar, deixa alguns recados à região escutista. “Espero que o futuro, ao menos, se assemelhe um pouco para continuidade do que vamos fazer. Acho que a região merece que se continue um bom trabalho”, refere Miguel Boto, pedindo ao universo do CNE “que reflicta muito bem no futuro e que toda a gente participe no próximo acto eleitoral”. Aquele dirigente espera que todos os caminheiros e dirigentes investidos exerçam o seu dever. “Têm uma grande oportunidade de mostrar ao movimento qual a sua posição e cumprir a sua obrigação. Apelo a todos os caminheiros e dirigentes que participem neste acto eleitoral porque a região merece e precisa continuar com um escutismo de qualidade”, apela. Sobre a decisão de não se candidatar explica que “teve, de certa forma, a ver com motivos pessoais”. “Houve condicionantes que me fizeram pensar desta forma com algumas pessoas que não chegaram a atingir as minhas expectativas. Portanto não seria a Junta ideal para continuar. Agora não quer dizer que não tivesse projectos e ideias para continuar nesta linha, embora talvez com outras pessoas”, explica Miguel Boto. “É preferível dar oportunidade às pessoas – que têm uma opinião muito própria, para não dizer crítica – para, estando lá, fazerem melhor”, acrescenta, citando o ditado português: “criticar é fácil, fazer melhor é que é difícil”. Miguel Boto confessa acabar o mandato com a “sensação de missão cumprida” e não descarta a possibilidade de um dia se disponibilizar para voltar à Junta Regional. “Se no futuro a Região entender que gostou desta actuação e desta gestão do escutismo algarvio, poderá surgir outra oportunidade”, admite.