Participada apenas por cerca de 120 pessoas, a abertura do Lausperene Diocesano teve a presença dos 4 seminaristas a estudar no Seminário de São José, em Faro, assim como de um dos 4 que estudam em Évora e dos dois a estagiar no Algarve. Também a equipa formadora fez-se representar pelo reitor, padre Mário de Sousa e pelos dois prefeitos, padres Joel Teixeira e Rui Guerreiro. O Bispo do Algarve, D. Manuel Neto Quintas, que presidiu à abertura dos 15 dias de oração ao Senhor sacramentado sublinhou a intenção da iniciativa. “Estamos aqui esta noite, não só para rezar por aqueles que já estão no Seminário e por nós que já fomos ordenados diáconos, padres ou Bispos – para que sejamos fiéis a esta vocação a que o Senhor nos chamou –, mas também por aqueles que vão entrar para o Seminário”, esclareceu, referindo-se a “jovens disponíveis para acolher o apelo e fazerem da sua vida um serviço aos outros”. O núcleo central da intervenção do Bispo diocesano ao longo da noite foi que “toda a história de uma vocação é uma história de amor”. D. Manuel Quintas fez questão de sublinhar que a vocação consiste “em dar-se conta do amor que Deus nos tem e que a nossa resposta deverá assentar na capacidade de nos apercebermos desse amor e de lhe respondermos plenamente com a vida”. Por isso o Prelado fez questão de salientar por diversas vezes que “toda a vocação é uma história de amor” e que “é dom de Deus”. “Queremos rezar de maneira particular para que o Senhor nos faça descobrir a todos a grandeza e a intensidade do seu amor”, referiu D. Manuel Quintas, incentivando aos presentes a “rezar sem desanimar, com confiança e sem duvidar”. A propósito do Evangelho da liturgia do passado domingo que relatava o salto do cego Bartimeu para ir ter com Jesus, o Bispo diocesano recordou que “é muito mais aquilo que se encontra, do que aquilo que se deixa quando, dando um ‘salto’, se consagra a vida a Deus e quando se segue Jesus”. “É o ‘salto’ da fé, da confiança e da adesão à pessoa de Jesus”, considerou D. Manuel Quintas, lembrando que o Lausperene Diocesano pretende rezar para que “outros que tenham a coragem de deitar fora a ‘capa’ e de dar o ‘salto’”. Após a celebração da Eucaristia que foi depois levada em procissão pelas ruas de Pêra, com os participantes a cantarem hinos à presença de Cristo e a invocarem-n’O para que não deixe faltar à sua Igreja diocesana servidores da Eucaristia, ministros do altar, de regresso à igreja paroquial, D. Manuel Quintas exortou os presentes para que tenham estima pelos sacerdotes. “Vós devíeis sentir os padres da nossa diocese como membros da vossa própria família e o Seminário como uma extensão da vossa própria casa. A mesma preocupação e amor que nutris pelos vossos familiares deveis nutrir por aqueles que o Senhor chama e incutir naqueles que vivem convosco, para que, se os Senhor os chamar, encontrem em vós um estímulo e não um obstáculo”, advertiu, garantindo que “o Senhor não abandona aqueles que chama, manifestando-lhes uma presença de amor”. A terminar, citou o saudoso Papa João Paulo II, lembrando que “só uma Igreja apaixonada pela Eucaristia é geradora por vocações de consagração”, pois “sem sacerdotes não há Eucaristia e sem Eucaristia não há Igreja”.