A Vigília Missionária que teve lugar na igreja matriz de São Pedro, em Faro, precisamente na véspera do Dia Mundial das Missões, procurou orar e dar graças a Deus por quantos, homens e mulheres, deixam as suas casas para partirem ao encontro daqueles que sofrem algum tipo de injustiça, opressão, sofrimento, doença, etc. Perante uma assembleia pouco numerosa, o diácono Luís Galante, que presidiu à vigília sintetizou, na sua homilia, a mensagem afirmando que “a alma e a fonte da missão é o amor”. Citando ainda a mensagem de D. Manuel Quintas, presidente da Comissão Episcopal das Missões e Bispo do Algarve, para o Dia Mundial das Missões, recordou que “o motor da missão é o amor”. “Não há outra explicação para que tantos homens e mulheres deixem o conforto da Europa e vão para terras distantes, longíquas, o­nde se vive de forma arcaica, primitiva e rudimentar, sem segurança e expondo-se a todos os riscos e perigos”, considerou o diácono Luís Galante, afirmando que “só pode haver uma razão: o amor”. No entanto alertou que a missão ad gentes não encerra em si toda a condição do missionário. “Para sermos missionários não é única condição que tenhamos de partir para terras distantes. Também a nossa velha Europa precisa do anúncio do Evangelho de Cristo”, referiu, advertindo que “todo o cristão, aqui ou além-mar, poderá ser uma imagem do Bom Samaritano, debruçando-se sobre aquele que está caído no caminho”. A Vigília Missionária continuou com momentos fortemente simbólicos, protagonizados por alguns dos jovens que nela participaram e com o testemunho da missão em Angola (já publicado na FOLHA DO DOMINGO – ed. nº. 4651), realizada pelo seminarista Pedro Emanuel, a estagiar na paróquia anfitriã de São Pedro de Faro.