Ambos nascidos a escassas duas dezenas de quilómetros no solarengo e mediterrânico sotavento algarvio (o Bispo Ordenante na Tavira do Séqua e do Gilão e o Padre ordenado à beira-Guadiana, em Vila Real de Santo António) haviam de constituir, hoje e naquelas décadas, figuras marcantes da história da sua Região-Mãe, o Algarve. Ambos ouviram o apelo divino e, sob a inspiração do Divino Espírito Santo e no cumprimento da missão rendentora de Cristo, na plena acção da Santíssima Trindade e no Deus Uno e Trino, foram autênticas Marias do «Sim» e fizeram-se «Ao largo», para glória do Pai e também, no plano cívico como referências maiores do Algarve do século XX. Escrevemos hoje, com apreço, admiração, estima e gratidão, este Testemunho, o pensamento colocado em Deus, agradecendo ao Pai o Sacerdote que nos deu e em Monsenhor Sesinando pelo exemplo de vivência em Cristo, na sua acção evangelizadora e de difusão do Reino do Senhor entre os homens, seus irmãos ao longo de mais de sete décadas. Setenta e um anos volvidos sobre aquele 16 de Setembro em que foi ordenado Monsenhor Sesinando, o Sacerdote de Cristo que depois dos anos jovens aqui vividos com a juventude e com a nascente Acção Católica, ascendeu a Roma, a Lisboa, ao Rio de Janeiro para com plena humildade evangélica se recolher a Alcantarilha e prosseguir a «bem-aventurança eterna» de uma entrega aos «mais pobres de entre os pobres». Que o Senhor nos dê a sua presença física, como um testemunho real e vivo, por muitos anos!