Ora vejam os leitores de “Folha do Domingo” o que acontece com uma Empresa pública denominada EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa). A referida Empresa tem nada mais, nada menos do que 15 directores nomeados vitaliciamente e que custam 1,2 milhões de euros por ano!… E coisa espantosa, acrescenta a tal notícia, um desses directores reclamou por não ter sido aumentado este ano!… Vem a propósito referir, em consonância com a mesma notícia, um outro pormenor que ressalta de um relatório apresentado ao Governo, aqui há tempos. O relatório a que nos referimos diz respeito à função pública e ao excesso astronómico que consta das suas fileiras… De tal modo que, segundo os cálculos bem feitos, chega-se à conclusão de que 60 por cento dos nossos impostos vai direitinho para saldar os vencimentos do funcionalismo público. De facto, há qualquer coisa ou melhor há grande coisa que está mal. Mas parece que não se vislumbra o remédio adequado.De qualquer modo, aguardamos a tão famigerada reforma administrativa do funcionalismo público para vermos que desfecho irá ter. Até lá continuaremos a pagar os nossos impostos lastimando, sem dúvida, que sessenta por cento serão destinados a pagar a complicada máquina burocrática que, em muitos casos, só serve para atrofiar e emperrar o progresso do país…