Por isso, hoje como o­ntem e sempre, a Igreja tem sofrido e sofre as mais diversas vicissitudes, permanecendo, contudo, fiel à sua missão que é, sem dúvida, a de testemunhar e anunciar Jesus Cristo. Assim, a Igreja está no mundo, mas não se identifica com ele. Ela é constituída por homens que são pecadores, é certo, porém, é assumido por Cristo para, através dela, realizar a libertação do pecado. Por isso, a Igreja na sua relação com a ordem natural, com as estruturas do mundo, não só não pode identificar-se com elas, como deve exercer uma função crítica, no sentido do aperfeiçoamento da ordem natural, no seu aspecto religioso, isto é, de purificação do pecado. Daí essa tensão dinâmica da Igreja que, por um lado vive no mundo e com o mundo e, pelo outro, anuncia o reino de Deus, que é reino de paz, de justiça, de verdade, de amor… Foi assim que começou sob a acção do Espírito Santo que derramou sobre os Apóstolos e os primeiros cristãos os Seus abundantes dons e graças e é esse mesmo Espírito que hoje assiste à Igreja e a sustentará até ao fim dos tempos. É, pois, com esta certeza que ela continua a realizar todas as suas actividades salvíficas na prossecução da missão que o divino Mestre lhe confiou. Ela caminha no tempo e na história, mas sabe que esta sua caminhada a conduz para além do tempo em direcção, está claro, ao Reino eterno de Deus. É este, sem dúvida o seu grande objectivo…