Os missionários redentoristas, incluindo também os anfitriães padres José Pires e José Manuel Pacheco, que concelebraram com o vigário geral, acolheram a sua mensagem como incentivo à continuação da missão. O padre Firmino Ferro iniciou a sua homília aludindo ao facto do conceito de missão estar quase sempre associado a “terras distantes”. No entanto, nas últimas semanas a missão veio até Budens e deixou o desafio de que todos são missionários, mesmo nas suas próprias terras. Relacionando o acontecimento com a Festa da Ascensão do Senhor, o presidente da celebração apelou aos membros daquela comunidade paroquial a viverem agora a missão concretizada no dia-a-dia, na vida familiar, paroquial e pessoal, empenhando-se mais na vida comunitária e, ao mesmo tempo indo ao encontro dos mais afastados a quem dirigiu também a aquela experiência missionária. Durante a celebração, as várias comunidades, apresentando símbolos, partilharam os desafios que a missão lhes legou: a ser barca (Burgau e Salema), a tornar-se como a figueira que dá frutos (Figueira), a ser semente (Vale de Boi) e a deixar-se conduzir pelo Espírito que trouxe os missionários até Budens e leva agora a comunidade a continuar a missão (Budens). À entrada da igreja paroquial, o lema “A nossa missão vai começar” ilustrava bem o sentimento da paróquia de Budens, na hora de despedida dos missionários redentoristas. Missionários confessam-se impressionados com abandono de crianças, adolescentes e jovens Os três sacerdotes missionários, padres A. Marinho, Manuel Acácio e J. Maneiro, entendem que o encontro das últimas semanas com a população da paróquia de Budens foi um “encontro com os valores do Reino” e asseguram ter ajudado aquela comunidade paroquial a preparar-se para a “Igreja do futuro”. “A Igreja do presente é de massas, a do futuro, – em que os leigos serão mais protagonistas e mais valorizadas as pessoas de todas as idades, culturas e as relações humanas, – será de pequenos grupos”, consideram. Confessam-se negativamente impressionados com “um certo abandono no acompanhamento das crianças no seu crescimento espiritual e humano e na sua ligação à comunidade cristã”. “Estas crianças são carentes de valores e particularmente de valores espirituais”, afirmam. Ao longo destes dias procuraram também “valorizar a aproximação e acolhimento aos estrangeiros”, bastante presentes naquela zona pastoral do Algarve. Das dificuldades encontradas enumeram a “ausência de jovens e adolescentes e também das famílias, no contexto da vida cristã”. Pároco de Budens confiante no impulso da missão O pároco in solidum de Budens, padre José Pires, reconhece que após a missão “nada pode ficar como dantes”. O sacerdote redentorista realça que “a missão desfez barreiras” e entende que “o Espírito Santo vai unir as comunidades da paróquia”. O pároco acredita ainda que “o Conselho Pastoral Paroquial vai nascer” e que, “apesar das distâncias e dificuldades de transportes, o Espírito Santo vai suscitar acções comuns que farão crescer a paróquia de Budens como comunidade de comunidades”.