A iniciativa, que decorreu inclusivamente nas comunidades de Almádena e Espiche da paróquia da Luz de Lagos (incluindo os bairros dos Montinhos e da Belavista), foi precedida por um ano de preparação em que os missionários redentoristas procuraram, durante alguns fins-de-semana, conhecer a comunidade, preparar e motivar os paroquianos e descobrir alguns lideres ou animadores. Tendo início no dia 11 de Maio com a celebração de compromisso dos animadores, depois de três dias de formação com os animadores, a missão popular teve uma primeira semana de encontros nas casas particulares e uma segunda onde se realizou o primeiro anúncio também designado como kerigmático. “Formar grupos cristãos de pessoas, tornando os leigos mais conscientes da sua vocação cristã, constituindo pequenos grupos de reflexão, sobretudo nas famílias e nas casas particulares”, foi um dos objectivos atingidos, explica o padre José Manuel Pacheco, pároco da Luz de Lagos. Por outro lado, explica o prior, a missão teve ainda como finalidade “animar os que já estão na comunidade e ajudá-los a ter mais ter mais alegria e entusiasmo” e “ir ao encontro dos indiferentes que até nem são baptizados”. Também o padre Manuel Acácio Matos considera que os encontros nas casas particulares foi uma experiência “extraordinária e muito tocante” que “mobilizou as pessoas”. “Também é uma promessa frutuosa para a comunidade”, acrescentou. Por outro lado, aquele missionário redentorista e coordenador da missão, faz um balanço positivo da acção. “Fiquei com a sensação que dentro das pessoas ficou uma alegria muito genuína e verdadeira e creio que a unidade da comunidade saiu mais fortalecida”, afirmou, acreditando que “a comunidade cresceu em número de pessoas que estavam distanciadas, mas que apesar de tudo se interpelavam”. “O facto de os grupos funcionarem fora do espaço sacro aproximou e fez também perceber às pessoas a preciosidade da Igreja e da comunidade na sua vida”, justificou o padre Manuel Acácio, certo de que “este gesto da Igreja de ir ao encontro das pessoas e de encarnar o Evangelho no lugar onde as pessoas vivem, sofrem e amam, fez com que outros se aproximassem e quem já praticava certamente ficou fortalecido”. “Espero que a comunidade cresça também em qualidade cristã”, desejou, considerando que a missão “teve o golpe de azo de tocar as pessoas e de congregar em comunidade”. Também para o pároco “o balanço é muito positivo”. O padre José Manuel Pacheco adianta que se reuniram-se 200 pessoas, cerca de 10 por cento dos 2000 habitantes que a paróquia tem. Silvina Guerreiro, de 67 anos, uma das paroquianas da Luz de Lagos, testemunha a importância da missão. “A força de acreditar e do querer saber mais sobre a Palavra de Deus fez-nos sair das nossas casas e ir ao encontro da partilha de opiniões e experiências de fé”, afirmou, confessando que todos se sentem “mais fortes e unidos pela força de Deus Pai” e que ela mesma tem agora “mais vontade ainda de participar na paróquia”. Também Nuno Silva, de 37 anos, igualmente residente em Almádena, atesta a “união das pessoas”. “Isto já era uma família, mas a família agora cresceu”, observa, garantindo existirem agora “pessoas de fora que querem participar e ajudar”. “Esta missão ajudou-me muito a sentir mais motivado a participar”, conclui. A missão que ocorreu este ano pela primeira vez na Luz de Lagos, teve lugar há 2 anos na paróquia de Budens, sendo este ano renovada, entre 7 e 15 de Junho próximo, tal como aconteceu no ano passado. No próximo ano, deverá acontecer nas paróquias do Barão de São João e de São Miguel e em Bensafrim, para consecução de um projecto que global que visa levar estas iniciativas a todas as paróquias do concelho de Lagos confiadas aos cuidados dos sacerdotes redentoristas. Na Luz de Lagos, mais concretamente na comunidade de Almádena, o encerramento aconteceu no passado domingo, tendo o acontecimento contado com a participação do grupo musical Laudate. Mais fotos na Galeria de Imagens