Segunda-feira 22 de Julho de 2019
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Missionárias Reparadoras celebram 75 anos de fundação e 30 ao serviço da catequese algarvia

Embora as religiosas começassem a marcar presença no Algarve desde 1967, só a partir de 1976, com a sua vinda para Faro, é que se consolidou a relação daquela congregação com o Secretariado Diocesano da Catequese do Algarve. 30 anos de missão ao serviço da catequese da diocese do Algarve são então a segunda data a celebrar. Vindas para o Algarve a pedido do então Bispo diocesano, D. Júlio Tavares Rebimbas, as Missionárias Reparadoras, para além da orientação da Casa de Retiros de Nossa Senhora do Rosário, em São Lourenço do Palmeiral (Pêra), começaram também por realizar algum “trabalho de formação de catequistas”, como lembra a irmã Teresa Margarida, a actual madre superiora da comunidade algarvia de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, em Faro. “Começámos por promover formação em regime de internato e depois fomos alargando às paróquias, ministrando alguns cursos e formação de pais”, testemunha a religiosa, lembrando que as restantes finalidades da vinda para o Algarve foram o “testemunho de vida e oração e o apostolado catequético”. Sobre a orientação da Casa de Retiros de São Lourenço do Palmeiral, finalizada em 1996, guarda boas lembranças com saudade. “Fizémos ali um trabalho de catequese e aprofundamento da fé muito grande”, considera a irmã Teresa Margarida. “A partir de Maio tinhamos sempre a casa cheia, com pessoas que vinham de férias para a praia. Proporcionavamos-lhe uma formação permanente e organizávamo-los por grupos, com um sacerdote, também eles de férias, para lhe dar assistência espiritual”, conta. Associadas ao apostolado catequético como era objectivo da sua fundadora, a Madre Maria da Santíssima Trindade de Sande Castro, as Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus não se podem dissociar da história da catequese em Portugal. “Nós estamos na base”, confirma a irmã Teresa Margarida. “Estivemos envolvidas em todas as fases dos diversos catecismos e nas equipas que trabalharam os textos que a eles deram origem”, complementa. A colaboração com os Secretariados da Catequese das diversas dioceses foi crescendo ao longo dos últimos 30 anos e muitas são as Igrejas diocesanas que organizaram a sua pastoral catequética a partir das Missionárias Reparadoras. Para além desta face mais visível do seu trabalho a congregação ocupa-se ainda da promoção humana. Embora não seja a sua principal ocupação, um pouco por todo o país as Missionárias Reparadoras assumem centros sociais, jardins de infância e creches, ocupação de tempos livres e trabalhos com a família e doentes. “Vivemos o nosso carisma na vivência do sacrifício, da oração e do apostolado”, justifica a irmã Teresa Margarida. Para assinalar as bodas de diamante, as Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus celebraram até ao passado dia 25 de Março um ano de Jubileu que foi encerrado com uma celebração na igreja paroquial do Carvalhedo (Porto). A nível nacional, promoveram também no passado dia 12 deste mês uma Peregrinação Nacional a Fátima com todas comunidades em Portugal. Outro dos frutos destes 75 anos foi a criação do Movimento dos Leigos Missionários Reparadores, pessoas particulares e famílias, que queiram participar no seu carisma, através da Eucaristia e da adoração reparadora e de obras concretas de apostolado. Em Portugal, as Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus são actualmente 166 distruidas por 30 comunidades. No Algarve, a comunidade de Faro, para além da irmã Teresa Margarida, conta com irmã Maria José Sousa e a irmã Isilda Soares.

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