Sexta-feira 29 de Novembro de 2019
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Missionário algarvio em Timor em segurança

Apesar das duas mortes ocorridas há duas semanas na capital timorense, o jovem algarvio encara a situação com normalidade e assegura que está “em perfeita segurança”, frisando que os acontecimentos se limitaram a alguns bairros “especiais”. “Chego a sentir-me mais seguro aqui do que em Portugal”, testemunha Miguel Neto, realçando que só tem conhecimento dos acontecimentos através das notícias da RTP Internacional. O jovem missionário algarvio, a trabalhar na escola de Santo António em Manatuto, na diocese de Baucau, salienta que os Malai (designação que usam para os estrangeiros), por norma, são muito bem recebidos em Timor”, e que se estiverem ao serviço da Igreja católica, como é seu caso, esse bom acolhimento ainda se faz sentir de maneira mais evidente. E para exemplificar aponta o seu caso, assegurando que tem sido “muito bem recebido”, por todos os timorenses com quem se vai cruzando. No entanto, Miguel Neto considera que os conflitos registados se “devem à desocupação de alguns jovens timorenses que vivem em Díli, principalmente nalguns campos de refugiados”. “Há muitos jovens timorenses que simplesmente não fazem nada durante o dia, ficando em grupos, a passear, a cantar, vivendo da ajuda de familiares e amigos”, constata o missionário algarvio, sublinhando que “existe uma enorme taxa de desemprego em Timor Leste que afecta sobretudo os jovens”. Confessando estar a custar-lhe habituar-se a um estilo de vida com um ritmo mais lento que contrasta claramente com a agitação diária vivida na Europa, o jovem de Quelfes manifesta a falta de algumas comodidades europeias tais como cinema, cafés ou centros comerciais, lembrando que a Internet “é cara e de difícil acesso” e que, naturalmente, “a televisão apenas funciona nos sítios com electricidade”, que não existe em todo o lado.

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