Terça-feira 15 de Outubro de 2019
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Módulo de gestão paroquial é o próximo objectivo na informatização das dioceses

Depois de oficialmente aprovada, no dia 1 de Junho passado, a candidatura do projecto interdiocesano ao POSI – Programa Operacional da Sociedade de Informação, através do programa Algarve Digital, e concluída a fase de construção dos portais diocesanos na Internet, as cinco dioceses do Sul do país avançam agora para a implementação de um módulo que tornará mais «expedita» a troca de dados com as respectivas comunidades paroquiais.O grupo de trabalho coordenado pelo Bispo de Beja, D. António Vitalino, e pelo engenheiro Artur Gomes, da empresa que está a desenvolver o projecto informático, analisou então a proposta para gestão da base de dados das paróquias nos portais diocesanos, bem como o módulo de gestão económica que o projecto pretende implementar para a troca de informação entre dioceses e paróquias e os documentos que deverão ser gerados pelo sistema. Na prática, o módulo que agora foi analisado possibilitará às paróquias fazerem, no futuro, através do portal da diocese a que pertencem, a gestão da informação que o mesmo sobre si disponibiliza, mas não só. A principal valia deste módulo será possibilitar às comunidades paroquiais uma maior organização dos diversos sectores da pastoral, não só ao nível da sua gestão administrativa, mas sobretudo ao nível da gestão pastoral, conforme apelou D. António Vitalino. «Gostaria que este programa nos ajudasse mais na organização pastoral do que para resolver questões burocráticas» – confidenciou o Bispo de Beja.Por exemplo será possível aos párocos inserir no sistema todos os colaboradores que trabalham na paróquia, segundo os diversos ministérios existentes, assim como uma detalhada agenda paroquial, permitindo que sejam marcadas reuniões e convocados os seus participantes através da rede informática. O sistema permitirá também que seja feita uma eficaz gestão dos registos dos sacramentos administrados, possibilitando que seja emitido rapidamente um qualquer registo paroquial ou enviada uma cópia do documento para a Curia diocesana. Para além destas funcionalidades será igualmente possível uma mais expedita troca de informação económica entre as paróquias e as dioceses, conforme esclareceu o engenheiro Artur Gomes. «Se as paróquias têm de passar alguns dados de informação económica para a diocese, era bom que houvesse um processo expedito para que a diocese recolhesse das paróquias essa informação. Se existe a necessidade das paróquias reportarem informação económica à diocese, estamos a criar uma rede que poderá ser utilizada para esse fim» – referiu. Tendo como finalidade a rápida evolução desta segunda fase do projecto que se pretende terminada no próximo Verão, as dioceses irão voltar a reunir-se já na primeira semana de Novembro para definirem o mapa de contas que o sistema deverá disponibilizar futuramente às paróquias para envio às dioceses, através da rede informática. Posteriormente será enviada aos Bispos portugueses a proposta do futuro mapa paroquial de contas para que a analizem na Assembleia Plenária da Conferência Episcopal, agendada para a segunda semana de Novembro.Serão ainda igualmente definidos os documentos (para arquivo e registos paroquiais) que o programa deverá gerar de acordo com a organização pastoral paroquial.

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