De destacar a actuação do fadista Pedro Viola, com um fado cantado a Maria bem como a decoração do espaço protagonizado pela Junta de Freguesia local e pela direcção da Casa do Povo. De seguida, todos partiram em procissão pelas ruas da vila em direcção à igreja, onde assim terminou o primeiro dia da visita a Moncarapacho. Todos os dias às 09.30h houve celebração de Eucaristia na igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça (matriz) presidida pelo padre Alberto Teixeira, pároco de Moncarapacho. Devido à grande dispersão e dimensão territorial, a imagem de Nossa Senhora peregrinou diariamente por vários sítios da freguesia, onde foi sempre filial e magistralmente recebida com decorações e arranjos florais, sinal da coesão de toda a população em torno desta visita. Apenas não tendo saído no dia 18 em que na noite se realizou a procissão com recitação terço, animado pela catequese de adultos e onde foi feita uma reflexão sobre a Mensagem de Fátima pelo padre Carlos de Aquino. No domingo, 16 de Agosto, numa viatura dos Bombeiros de Olhão (que sempre estiveram presentes em todas as saídas, bem como a GNR), acompanhada por carros e motards (que se mostraram sempre disponíveis), subiu à “montanha”, à capela de São Miguel onde era esperada (tal como nos restantes locais) por uma moldura humana quase inesperada, percorrendo umas centenas de metros em procissão a pé até à capela onde se realizou missa campal e um pequeno convívio de confraternização e vigília. Na segunda-feira, dia 17, rumou ao Pereiro tendo-se realizado uma pequena procissão e missa campal com convívio. No dia 19 rumou à capela de São Sebastião em que o padre Miguel Neto presidiu à Eucaristia na companhia do padre Alberto Teixeira, tendo ainda sido encenada a Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos por meninos da catequese. No dia 20, seguiu em procissão até à Quinta do Monte, no sítio do Gião, com cânticos marianos e recitação do terço e, no dia 21, passando pelo Poço da Areia, deteve-se na escola da Maragota onde se rezou o terço missionário. Em todas as deslocações e celebrações, foi notório o esforço e o empenho na preparação dos locais a receber a imagem peregrina de Nossa Senhora, o padre Alberto Teixeira sempre presente e empenhado em fazer passar a mensagem de “imitarmos Maria na nossa peregrinação pela terra, fazendo o que O Filho nos disser”. No sábado, dia 22, foi realizada uma encenação da Aparição do Anjo – realizada por um grupo de catequese que esteve particularmente envolvido e empenhado na animação de orações durante toda a permanência da imagem peregrina de Nossa Senhora na paróquia – tendo sido animada pelas famílias, às quais foi pedido um forte empenho em serem imitação da Sagrada Família em todas as suas vertentes – humana, social e divina –, tornando-se fonte de amor e ponto de partida para uma sociedade mais justa, mais humana, mais solidária e mais equilibrada. Na tarde do dia 22 realizou-se a procissão do adeus da igreja ao lar e até Quatrim com uma celebração mariana, partindo acompanhada de uma multidão de pessoas, carros e motards de vários clubes da zona. Formou-se uma caravana ao encontro dos paroquianos da Fuzeta onde foi entregue a imagem debaixo de uma imensa salva de palmas, recitação poemas e do estridente morteirar das motas.