É uma figura que honra a Terra – Mãe, o Algarve e a Diocese onde nasceu e despertou o sentido vocacional, guindando-se como figura de referência do nosso Presbitério Diocesano. Sábado, 14 de Julho, Vésperas da Festividade em honra de Nossa Senhora do Monte do Carmo, uma invocação mariana tão grata às gentes do Sul, Monsenhor Joaquim Luís Cupertino completa as "Bodas de Ouro Sacerdotais". Foi naquele mesmo dia, em 1957 que em Fátima, altar do Mundo, o sempre recordado Bispo D. Francisco Fernandes Rendeiro (OP) o ordenou "Sacerdote de Cristo". De então para cá nesta caminhada ao serviço de Deus e dos homens, seus irmãos, o ilustre sambrazense, um dos nomes maiores da Vila Serrana nos séculos XX e XXI, onde nasceu a 25 de Agosto 1929, tem constituído o testemunho vivo, autêntico e verdadeiro de uma fidelidade ao compromisso assumido pela vocação concretizada. Temos o honroso, fraterno e solidário privilégio de contarmos, numa reciprocidade sempre mantida ao longo de seis décadas, com Monsenhor Cupertino, desde os tempos em que o então moço veio de Monchique, onde residia, para o Seminário Diocesano de São José. Depois foi um percurso de, à imitação de Cristo, (nestes 50 anos de vida sacerdotal conjuga-se o propósito do plano diocesano de pastoral – "Fazei tudo o que Ele vos mandar"), numa vida plena de marcos assinalados com a humildade e o sentido de servir que lhe são peculiares. Prelado Honorário de João Paulo II (1987), Cónego e Presidente do Cabido da Sé Catedral de Faro, de que é o actual Deão, naquele mesmo ano pelo Bispo D. Ernesto Gonçalves Costa; Director Nacional em Portugal das Obras Pontifícias Missionárias (por Decreto da Congregação Pro Gentium Evangelization, em 1993) e também das Obras Pontifícias Missionárias para a Propagação da Fé, de São Pedro Apóstolo e da Santa Infância Missionária; Juiz do Tribunal Patriarcal de Lisboa e do Tribunal Interdiocesano de Évora, Beja e Algarve (2 000); Juiz e Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico da Diocese do Algarve; Capelão – Chefe das Forças Armadas, antes da criação da respectiva Prelatura e tanto, tanto mais havia a escrever sobre este sacerdote algarvio que, não obstante doenças, intervenções cirúrgicas, o desgaste do labor exercido e os anos vividos continua a exercer no quotidiano o seu labor evangélico. Sábado, a esmagadora maioria em espírito, todos os católicos algarvios estaremos na Igreja Matriz de Portimão, acompanhando D. Manuel (Bispo do Algarve) na Celebração Eucarística agradecendo ao Senhor Deus: "Obrigado, Pai, pelo teu discípulo e sacerdote que nos deste!"